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Roteiro de 4 dias para Buenos Aires

Dando início a uma nova seção aqui no blog, o leitor Breno Pessoa foi passear em Buenos Aires e resolveu contar sua experiência e dar algumas dicas para quem está planejando uma viagem para a capital portenha.

Texto e Fotos: Breno Pessoa

Nestes tempos modernos, de clicks, blogs e mídia social, a palavra colaboração nunca fez tanto sentido quando o assunto é viagens. Nas vespéras da nossa ida a Buenos Aires, comecei a seguir alguns blogs, um para dicas culturais, outro para pechinchas e boas compras, e por aí vai. Li bastante sobre os passeios, mas senti falta de um roteiro que me informasse onde ir e quando, no estilo cada dia uma série de lugares a visitar. Daí surgiu a idéia deste mini-roteiro de Buenos Aires.


Dia 1

Comece o dia visitando a Catedral de Buenos Aires, siga para a Casa Rosada e depois para o Mercadinho de San Telmo. À noite, assista um show de Tango no Café Tortoni, um prédio histórico que abriga a Academia Nacional de Tango. A dica aqui é comprar o ingresso para o show pela manhã, antes de ir à Catedral. Fica a 200m, e só aceita pagamento em dinheiro.


Dia 2

Parece incrível, mas os três museus mais interessantes de Buenos Aires estão a uma curta caminhada um do outro. Arte Decorativo, um antigo casarão em estilo francês, com móveis, porcelanas, quadros e esculturas dos séculos XVI a XIX. Malba, para arte Latino americana. Museu Nacional de Belas Artes, para arte europeia. Cemitério de Recoleta, para as tumbas de importantes personalidades argentinas, inclusive Eva Péron. À noite, um bom vinho e Parilla, a tradicional carne argentina.


Dia 3

La Boca, Caminito, Estádio do Boca Juniors. Dizem que é um bairro perigoso, antigo reduto de imigrantes espanhóis e italianos. Fomos na hora do almoço e achamos tudo bem tranquilo. Caminhamos até o estádio do Boca, que fica apenas 2 quadras de Caminito e cobra 40 Pesos para visitas. Depois seguimos para a Calle Florida, onde não faltam opções para as compras. À noite, tomamos alguns drinks no elegante Porto Madero.

Último dia

Visitamos o Rosedal, o Jardim Japonês, e em seguida o Museu de Evita, que me surpreendeu. Conta a história da ex-primeira dama em um belo casarão, através de seus vestidos, fotos, vídeos. Super recomendado.

Para a estadia, buscamos um pacote turístico que resolveu em alguns clicks duas das nossas preocupações: passagens aéreas e hotel. Optamos por um Hotel Boutique em Palermo, bairro artístico que abriga lojas de marca, os bares da Plaza Belgrano e uma das melhores Parillas da cidade, o restaurante La Cabrera.

Todas as atrações citadas aqui estão relativamente próximas quando agrupadas num mesmo dia. Espero que você também tenha uma boa viagem!

Leia também:

O que fazer em Buenos Aires – Centro
O que fazer em Buenos Aires – Outras regiões
Buenos Aires: Um show de tango
Buenos Aires: Onde comer

 
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Publicado por em Novembro 5, 2011 em Argentina, Buenos Aires

 

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Montreal: onde comer

Montreal é uma cidade que tem muitos restaurantes por todas as ruas que você caminha, portanto a escolha nem sempre é fácil. Como estávamos viajando com o nosso filho, preferimos não arriscar muito e optamos por restaurantes de cadeia mais famosos e indicados. Agora se você é do tipo gourmet, com certeza vai encontrar outras opções mais incrementadas.

Como eu adoro cervejas, sempre procuro locais onde eu possa experimentar as “louras” locais (no bom sentido é claro!). Por esse motivo resolvemos experimentar uma das mais famosas microcervejarias da cidade: Les 3 Brasseurs Resto Microbrasserie. Esse bar-restaurante tem 4 filiais espalhadas pelas principais regiões de Montreal, portanto é inevitável você esbarrar em pelo menos um durante suas caminhadas. É um local muito frequentado pelos montrealenses para assistir aos jogos dos seus times do coração e a decoração é toda no estilo bar esportivo. Definitivamente não é um local romântico ou requintado, mas mesmo assim dá para notar o cuidado com os detalhes da decoração e o cardápio, que é uma espécie de jornalzinho bem transado. Gostamos tanto do restaurante que resolvemos repetir a experiência outro dia.


Se você gosta de cerveja, sugiro começar os trabalhos com o “Et Cetera“, que é uma régua com 4 copos pequenos dos quatro tipos de cerveja produzidos na casa: blonde, amber, white e brown. Assim você experimenta um pouco de cada e escolhe a que você mais gosta para pedir uma caneca grande depois. Todas são muito boas, então já adianto que a escolha não será fácil! 😀


Os pratos são bastante variados, portanto tem opção para todos os gostos. Eles não têm nada de requintados, mas são bem gostosos e atenderam as nossas expectativas. Até o hambúrguer tinha um recheio especial bem gostoso, com queijo roquefort e cogumelos. Os preços variam de CAD $12 a $23.

N.Y. striploin steak

3 Brasseurs sauerkraut

Grilled chicken brochettes

Royal burger


Também aproveitamos em um dos dias para experimentar o tradicional Poutine, que muitos acham um pouco nojento, mas ao vivo é bem normal. Sinceramente não achei nada demais, pois é uma mistura de batata frita com pedaços de queijo encharcados e derretidos por um molho parecido com o de tomate. O queijo até que é bom, mas a batata frita acaba ficando toda molenga, o que para mim tirou um pouco de graça do prato! Vale mais pela experiência de experimentar um prato local e diferente.


Para a sobremesa, experimentamos uma mini pizza de banana com chocolate e sorvete de creme, que estava uma delícia!


Aproveitamos também nossa passagem pela cidade para voltar ao The Keg Steakhouse e provar novos pratos. Mais uma vez gostamos muito e é uma ótima opção para quem está viajando pelo país e não quer ficar procurando muito por um bom restaurante, já que possui várias filiais.


Para quem curte chocolate, recomendo passar na chocolataria Juliette Et Chocolat, que tem filiais na movimentada Rue Saint-Denis e Rue Laurier Ouest. Tem chocolate de tudo quanto é jeito e formato, mas admito que esperava um pouco mais do chocolate.


Bem, encerro aqui os posts sobre Montreal. A seguir, contarei sobre a nossa última cidade nesse tour pelo Canadá: Ottawa.


Leia também:

Montreal: Downtown e outras regiões
Montreal: Vieux-Montreal
Montreal: informações básicas
Quebec City: onde comer
Quebec City: um passeio pela cidade histórica – parte 2
Quebec City: um passeio pela cidade histórica – parte 1
Quebec City: onde se hospedar
Toronto: informações básicas para planejamento
Toronto: uma cidade com a cara dos EUA
Toronto: passeando pelo centro
Toronto: onde comer
Boston
Chicago
Washinton D.C.

 
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Publicado por em Novembro 1, 2011 em Canadá, Montreal, Restaurantes

 

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Montreal: Downtown e outras regiões

Depois de um belo passeio pela Vieux-Montreal, é hora de visitar outras regiões da cidade. Outro local bastante movimentado é Downtown, onde fica todo o centro financeiro da cidade e também um ótimo local para se hospedar. Pelo comércio e agito, é uma região bem mais agradável do que a do nosso hotel, mas em compensação fica mais longe da parte mais antiga e charmosa da cidade e os hotéis são um pouco mais caros. É tudo uma questão de opção e análise do custo-benefício. Para chegar lá, basta saltar em qualquer uma das principais estações de metrô do centro, como a Bonaventure, Peel ou McGill.

Como qualquer centro financeiro de uma grande cidade, aqui também predominam os prédios modernos e envidraçados, mas também é possível encontrar ruas com construções mais antigas. Começamos o nosso passeio pela Basílica de Marie-Reine-du-Monde, com sua imponente fachada e um belo interior. Eu não tinha lido nada sobre a história dessa igreja antes de visitá-la, mas você logo percebe que ela foi totalmente inspirada na Basílica de São Pedro no Vaticano, só que em tamanho menor. Depois confirmei que ela realmente foi construída em 1857 para ser uma réplica reduzida da famosa basílica, o que pode ser facilmente percebido pela fachada externa e o altar. Não tem a mesma beleza da Basílica de Notre Dame, mas mesmo assim vale a visita.


Em seguida partimos para explorar as ruas da região e o observar o movimento e comércio sem pressa. Passamos por prédios modernos e clássicos, belas praças, um ótimo comércio e ainda acompanhamos os costumes da população local. A principal e maior avenida é a Boulevard René-Lévesque, que atravessa toda a região central da cidade, mas que não tem nada de especial em si. As ruas que mais gostamos de caminhar estão entre as mais famosas e turísticas do centro. A primeira é a pequena Crescent Street, que se estende por apenas 3 quarteirões. Nesse trecho predominam os casarões antigos, todos ocupados por barzinhos e restaurantes, o que garante uma vida noturna intensa. A segunda é a Rue Sainte-Catherine, que ao contrário da primeira, é muito extensa e atravessa vários bairros. Por esse motivo ela apresenta vários visuais de acordo com a região. No centro ela é bastante movimentada e predominantemente comercial, já que conta com todas as principais lojas de marca que estamos acostumados a encontrar nos shoppings. Se você deseja fazer umas comprinhas em Montreal, esse é o local! Ela também assume um ar mais despojado e artístico em outros trechos. Além disso, durante o período em que estivemos por lá estava rolando um festival de moda que percorria 2 Km dessa rua. Na verdade era uma grande feira ao ar livre onde as diversas lojas montavam seus estandes no meio da rua somente com produtos em promoção. Não preciso nem dizer que estava lotado e em alguns trechos era até difícil caminhar! Não compramos quase nada, mas mesmo assim foi bem bacana participar desse evento local.


Saindo da região central, mais precisamente em Westmount, fica outra atração religiosa da cidade: o Oratoire Saint-Joseph du Mont-Royal. Esse oratório fundado em 1904 por meio de uma pequena capela foi crescendo de tamanho ao longo dos anos até se transformar na imensa estrutura que é hoje, onde só a basílica é capaz de acomodar mais de 2 mil pessoas. É considerado o maior santuário dedicado a São José no mundo e sua grandiosidade realmente impressiona. Aproveitamos que estávamos com o carro no nosso primeiro dia na cidade para visitá-lo, já que fica mais longe e tem um amplo estacionamento próprio e gratuito. Apesar da beleza e imponência externa, admito que esperava um pouco mais do interior. Achei até certo ponto bem simples, mas mesmo assim valeu a visita!


Outro local para se visitar de carro é o Parc du Mont-Royal, que fica exatamente no topo do Mont-Royal, aquele que deu o nome a cidade. O parque é bastante extenso e um ótimo local para fazer um piquenique ou apenas passear em um dia de calor, mas você tem que enfrentar as ladeiras. No entanto, nosso grande objetivo era realmente observar a vista da cidade lá de cima. O mirante fica bem ao lado da rua, mas a vista não tem nada de espetacular, portanto não vá com grandes expectativas. A vantagem é que você não paga nada.


Para encerrar esse passeio pela cidade, fomos conhecer o Parque Olímpico, onde foram realizadas as Olimpíadas de verão de 1976. Ele fica bem ao lado da estação Viau da linha verde do metrô, portanto é bem fácil e rápido de chegar.

Apesar de ter sido realizada há mais de 35 anos, o estádio olímpico continua bem atual e muito bonito, mas infelizmente sem muita utilidade. Os custos para sua construção foram exorbitantes, assim como a da sua manutenção, por isso virou uma espécie de elefante branco. Apesar de todos os problemas técnicos e financeiros, não se pode negar que o estádio é muito bonito e vale uma visita. A principal atração é subir na imensa torre para se ter um belo visual da cidade. Originalmente a torre serviria para sustentar o teto retrátil do estádio, mas depois de vários problemas técnicos, eles resolveram deixá-lo fixo mesmo, tornando-o um estádio completamente coberto, portanto não espere ver o interior do estádio lá de cima. O ingresso custa CAD$ 15,25 para os adultos e CAD$ 7,65 para crianças acima de 5 anos. A subida é feita por meio de um funicular pela parede externa da torre, o que é bastante original. Quando você chega no observatório, tem o visual completo da cidade e do Rio São Lourenço, portanto bem mais bonito do que a vista do Mont-Royal. Gostei do passeio e recomendo!


Faz parte ainda do complexo olímpico o parque aquático, que fica bem em embaixo da torre, e o antigo velódromo, que hoje virou o Biodome, que é uma espécie de jardim zoológico coberto que reproduz cinco diferentes ecossistemas. É um local muito frequentado pelas crianças, mas que infelizmente não tivemos tempo de conhecer.


Assim encerramos os nossos passeios pela cidade. No próximo post eu dou algumas dicas sobre onde comer em Montreal. Até lá!

Leia também:

Montreal: Vieux-Montreal
Montreal: informações básicas
Quebec City: onde comer
Quebec City: um passeio pela cidade histórica – parte 2
Quebec City: um passeio pela cidade histórica – parte 1
Quebec City: onde se hospedar
Toronto: informações básicas para planejamento
Toronto: uma cidade com a cara dos EUA
Toronto: passeando pelo centro
Toronto: onde comer
Boston
Chicago
Washinton D.C.

 
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Publicado por em Outubro 24, 2011 em Canadá, Montreal

 

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