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Porto: um passeio pela cidade – parte 1

Agora que as informações mais práticas estão claras, vamos falar das belas atrações da cidade, que como disse anteriormente, nos surpreendeu positivamente. Nesse primeiro artigo vou contar sobre as atrações localizadas um pouco mais ao norte, apesar de todas serem muito próximas, e no artigo seguinte falo das outras.

Começando pela região mais próxima ao nosso hotel, a Rua Santa Catarina é uma das atrações, por ser uma rua praticamente de pedestres e ter muito comércio interessante, incluindo inclusive um shopping para os mais ávidos por compras.


Entre suas atrações mais interessantes, encontra-se o histórico e bonito Majestic Café, que lembra muito a Confeitaria Colombo no Rio de Janeiro, e a Capela das Almas, que tem uma bela fachada de azulejos, bem típico dessa região de Portugal. O café é um pouco caro e só vale mesmo para curtir o ambiente.


Bem próximo a Rua Santa Catarina encontra-se a Praça da Batalha, que não tem nada de especial, mas que conta com outra bela igreja de fachada azulejada, a igreja de Santo Idelfonso.


Outra atração nas proximidades da Rua Santa Catarina é o Mercado do Bolhão, mas que infelizmente não tivemos a oportunidade de conhecer por dentro, já que se encontrava fechado no horário em que passamos por lá. Bem em frente encontra-se também a estação de metrô do Bolhão.


Descendo a ladeira em direção a oeste você chega a Praça da Liberdade, a principal da cidade e onde se encontra o belo prédio da Câmara Municipal.


Bem ao lado da praça se encontra a Estação São Bento, que será o ponto de partida ou chegada para quem deseja viajar de trem pelo país. Além do seu lado prático, a estação é também uma atração turística, já que seu interior é muito bonito com suas paredes de azulejos.


Na mesma rua da estação se encontra a Catedral da Sé, que infelizmente estava lotada na hora em que estivemos por lá devido a missa de domingo. O problema é que estava tão lotada, que não conseguíamos nem entrar para observá-la por dentro, portanto tivemos que nos contentar com a visão externa mesmo.


Indo mais em direção a oeste, dessa vez você tem que subir uma ladeira, que é a parte chata de se caminhar por uma cidade com esse tipo de relevo, porém nada que atrapalhe. Lá em cima você se depara com a Torre dos Clérigos, que se destaca pela altura e de onde você pode visualizar a cidade de cima. Não tivemos fôlego para subir, mas fica a dica para quem desejar ver o visual. A torre é na verdade parte de uma igreja, que é interessante, mas que a meu ver não está entre as mais bonitas da cidade.


Outra atração nessa região é Livraria Lello & Irmão, na Rua das Carmelitas, que é considerada uma das mais belas do mundo. Infelizmente ela não abre aos domingos, portanto acabamos não tendo a oportunidade de conhecê-la, o que é uma pena. Bem ao lado fica o prédio da Faculdade de Ciências.


Vizinho a faculdade ficam duas igrejas imperdíveis: Carmelitas e Nossa Senhora do Carmo. A primeira impressão é que uma igreja só, mas logo você percebe que são duas pequenas igrejas coladas uma na outra. Não deixe de entras nas duas, pois vale muito a pena! Mais uma vez a fachada de azulejos externa característica chama a atenção, mas foram os interiores que mais nos surpreenderam. Ambas lindas, sendo que é possível notar uma grande semelhança da Nossa Senhora do Carmo com sua homônima no Rio de Janeiro, já que provavelmente deve ter servido de inspiração para os carmelitas que vieram para o Brasil.


Como mencionei no início do texto, no próximo artigo eu continuo falando sobre as outras atrações da cidade e do seu principal cartão postal. Até lá!


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Publicado por em Agosto 10, 2012 em Porto, Portugal

 

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Porto: Informações básicas

Estive ausente do blog durante algum tempo, pois estava de férias na Europa, mas já estou de volta e cheio de novidades para contar. Vou começar contando sobre Portugal, onde nossa primeira parada foi a bela cidade do Porto. Eu já tinha uma boa expectativa com relação à cidade pelos relatos de outros blogs e revistas especializadas, mas ela realmente nos surpreendeu com sua beleza, sendo uma ótima introdução para o que nos aguardava no restante do país.


Antes de falar das atrações turísticas, como sempre eu faço, vou passar algumas informações práticas que são extremamente necessárias para qualquer turista. O aeroporto é bonito e bem sinalizado, portanto não tivemos problema algum em encontrar os meios de transportes disponíveis para chegar ao centro. Existe uma linha de metrô que liga o aeroporto até as estações centrais, o que é bem prático e barato. Se todos os aeroportos do mundo possuíssem uma estação de metrô seria uma maravilha, não é mesmo? No entanto, como estávamos em 4 pessoas, com criança e mala, optamos pelo táxi, já que também não é caro. Não é tão barato quanto Lisboa, até porque a distância é maior, mas pagamos 30 euros pelo conforto. Para quem optar pelo metrô, é bom checar antes se o seu hotel está realmente próximo a uma estação de metrô e se não existe uma ladeira no caminho, já que o relevo da cidade dificulta a locomoção com malas.

Para o deslocamento pelos principais zonas turísticas, infelizmente o metrô não é tão abrangente e tem poucas estações. Ele pode te ajudar em alguns trechos mais longos, mas não tem como escapar de gastar a sola dos sapatos para visitar as principais atrações turísticas. Se não fossem as ladeiras, isso não seria problema nenhum, já que as distâncias são relativamente pequenas. Caso ninguém no seu grupo tenha problema de locomoção, minha indicação é fazer o máximo possível a pé mesmo e tomar um táxi ou metrô quando estiver mais cansado, ou quiser percorrer uma distância maior. As atrações são bem próximas uma da outra e a pé você ainda tem o benefício de conhecer mais de perto o comércio da cidade e ter um contato maior com a população.


Como eu achei que as distâncias eram maiores e tinha muita ladeira, ficamos receosos e optamos por comprar um passe desses ônibus turísticos de dois andares que ficam rodando o tempo todo pelas principais atrações e você pode descer e subir quantas vezes desejar. Existem três empresas que oferecem o serviço e seus ônibus são identificados pela cor (vermelho, amarelo e azul), sendo que os passes valem por dois dias seguidos. Eu nunca tinha usado esse tipo de ônibus em outras cidades, mas para o Porto não vale a pena. Os intervalos dos ônibus são muito demorados e chegamos a ficar esperando quase 1 hora no ponto em determinado momento, perdendo um tempo precioso de passeio. Depois que conheci melhor a cidade e vi que as distâncias não eram tão grandes quanto eu pensava, me arrependi profundamente de ter comprado o passe, mas já era tarde.

Se demos azar na opção de transporte, demos muita sorte na escolha do hotel. Ficamos hospedados no Grande Hotel do Porto, bem na Rua Santa Catarina, a principal rua de comércio do centro e um ponto central e maravilhoso para explorar a cidade. Além da excelente localização, esse hotel histórico é lindo e nos atendeu perfeitamente. Eu sempre fico receoso com a conservação desses hotéis mais antigos, principalmente com as instalações do quarto, mas o hotel está tinindo de bonito nas partes comuns e também conta com quartos totalmente renovados e modernos.


Para quem está em grupo, outra vantagem é que o hotel oferece quartos quádruplos, que são bem complicados de se achar na Europa. O nosso era muito grande e dividido em dois ambientes. Em um deles ficava a cama de casal e no outro as camas de solteiro com o banheiro. Os pontos negativos são a falta de um cofre no quarto e a cobrança pelo WiFi, que deveriam ser padrões em um hotel desse nível.



Grandes personalidades históricas já ficaram hospedadas nesse hotel e deixaram seus agradecimentos em cartas expostas no hall de entrada, como é o caso do Dalai Lama. Para nós brasileiros, esse foi o hotel onde ficou hospedado D. Pedro II e D. Teresa Cristina após a queda da monarquia no Brasil, fato que levou o hotel a dar seu nome ao lindo restaurante que fica no térreo. Era justamente nesse onde tomávamos o café da manhã já incluso na diária, que aliás era muito bom. O restaurante também oferece as outras refeições, pagas por fora, mas não experimentamos. Para quem não for ficar hospedado nesse hotel, recomendo uma parada rápida quando estiver caminhando pelas redondezas para conhecê-lo por dentro, pois vale a pena!


O preço foi bem em conta pelo que o hotel oferece, com a vantagem adicional de você se hospedar em um local histórico e muito bonito!


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Publicado por em Julho 30, 2012 em Porto, Portugal

 

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Interlaken: para ver neve o ano inteiro

Para encerrar nossa passagem pela Suíça, nada melhor do que Interlaken. Essa pequena e bela cidade no cantão de Berna é um dos destinos turísticos mais procurados pelos próprios suíços e seus vizinhos mais próximos durante o ano inteiro. O motivo é sua localização, bem ao lado de algumas das maiores cadeias montanhosas do país e no meio de dois grandes e esverdeados lagos: Thun e Birenz. São justamente esses últimos que deram origem ao nome da cidade, já que Interlaken significa “entre lagos”.


Além dos passeios para visualizar as belas paisagens, sua localização privilegiada fez com que a cidade se tornasse um dos destinos ideais para a prática de diversos esportes e atividades ao ar livre. No verão os suíços gostam de escalar as montanhas, fazer trilhas, andar de asa-delta e navegar nos lagos. Já no inverno eles aproveitam para esquiar pelos mais de 200 quilômetros de pista e também aproveitar várias trilhas na neve.


Apesar de pequena, a cidade conta com diversos hotéis de alto nível e preços relativamente em conta, caso você não vá na alta temporada. Optamos pelo Carlton Europe devido às boas avaliações e fotos, além da excelente localização, já que é o hotel mais perto da estação de trem Interlaken Ost (pode ser que tenha surgido algum hotel mais perto nesses últimos anos). Provou-se um excelente hotel, com quartos grandes e confortáveis, ótimas instalações, vista para as montanhas e um excelente café da manhã, já incluso na diária.


Depois dessa introdução toda você deve estar se perguntando o porquê do título, já que como é que um local onde se pratica esportes tipicamente de verão pode ter neve o ano inteiro. Eu explico, pois é justamente esse um dos seus grandes atrativos. É que ao lado da cidade fica a cadeia montanhosa de Jungfrau, cujo topo é totalmente coberto por neve o tempo todo, também conhecida como “neve eterna”. E não para por aí, já que lá também se encontra a estação de trem Jungfraujoch, considerada a mais alta da Europa e situada a exatos 3.454 metros acima do nível do mar. A subida de trem é um dos passeios mais famosos da Suíça e um dos mais bacanas e bonitos que já realizei em toda a minha vida, portanto recomendo muito!


Para chegar lá basta tomar um trem na estação Interlaken Ost em direção a Kleine Scheidegg, que pode ser feito por duas rotas distintas, e depois fazer uma baldeação para um trem especial que te leva pela Jungfrau Railway, que fica encravada no meio da montanha, até o destino final. O bilhete, que atualmente custa 190,20 francos suíços (ida e volta), pode ser comprado na própria estação e não está incluso nos passes, mas se você tiver um pode obter um desconto. O bilhete é aberto e não define uma rota ou horário, portanto você tem liberdade para montar sua visita da forma que achar mais apropriado. Como o trajeto Interlaken-Kleine Scheidegg pode ser feito de duas formas, a minha dica é você subir por uma rota e descer pela outra, assim você conhece mais paisagens e cidades e a viagem fica bem mais divertida. Você ainda pode parar em alguma cidade no caminho para conhecer, como a bela Grindelwald. O trajeto em um sentido leva em torno de 2 horas e meia, por isso o passeio todo consome um dia inteiro de viagem. O ideal é chegar o mais cedo possível na estação para pegar os primeiros trens do dia, assim você vai pegar o topo da montanha com menos turistas e passear com mais tranqüilidade.

Foto: Flickr.com


Apesar de o objetivo final ser a estação de Jungfraujoch, o trajeto todo é um deslumbre! São paisagens tipicamente suíças que estamos acostumados a ver nas embalagens de chocolate. São cidadezinhas com uma arquitetura típica encravadas no meio de montanhas nevadas, que é até difícil escolher para onde olhar! Depois de fazer a baldeação, o trem pega um túnel pelo meio da montanha e continua subindo, mas o passeio não perde sua graça, já que ele para em duas estações durante uns 10 minutos para observação.

Foto: polpix.sueddeutsche.com


Chegando lá em cima você tem varias atrações para curtir. Uma das principais é o castelo de gelo (ice palace), onde você entra literalmente em uma fria! 🙂 São corredores e salas com paredes toda de gelo, além de esculturas esculpidas também no gelo. É bem frio, mas vale muita a pena!

Foto: flickr.com

Foto: flickr.com


Também é possível subir até o observatório, chamado de Sphinx, onde você consegue ter belos visuais de toda a região. Em dia claro é possível observar até cadeias montanhosas mais distantes, além de muita neve, é claro. O visual é muito bonito!

Foto: images.suite101.com

Foto: commons.com


Agora se você deseja um contato mais direto com a neve, basta pegar uma das saídas para caminhar do lado de fora da estação. Poder pisar e brincar um pouquinho na neve é sempre divertido para nós que não estamos acostumados, além de curtir mais belos visuais. Em determinadas épocas eles inclusive oferecem algumas opções para diversão, como trenós puxados por cachorros.

Foto: anahitapolis.com.s3.amazonaws.com


A estação também tem uma excelente estrutura para os turistas, com pelo menos 2 restaurantes e algumas lojas. Depois é só pegar um trem de volta até Interlaken para terminar o passeio.


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Publicado por em Julho 4, 2012 em Interlaken, Suíça

 

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