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Montreal: Downtown e outras regiões

Depois de um belo passeio pela Vieux-Montreal, é hora de visitar outras regiões da cidade. Outro local bastante movimentado é Downtown, onde fica todo o centro financeiro da cidade e também um ótimo local para se hospedar. Pelo comércio e agito, é uma região bem mais agradável do que a do nosso hotel, mas em compensação fica mais longe da parte mais antiga e charmosa da cidade e os hotéis são um pouco mais caros. É tudo uma questão de opção e análise do custo-benefício. Para chegar lá, basta saltar em qualquer uma das principais estações de metrô do centro, como a Bonaventure, Peel ou McGill.

Como qualquer centro financeiro de uma grande cidade, aqui também predominam os prédios modernos e envidraçados, mas também é possível encontrar ruas com construções mais antigas. Começamos o nosso passeio pela Basílica de Marie-Reine-du-Monde, com sua imponente fachada e um belo interior. Eu não tinha lido nada sobre a história dessa igreja antes de visitá-la, mas você logo percebe que ela foi totalmente inspirada na Basílica de São Pedro no Vaticano, só que em tamanho menor. Depois confirmei que ela realmente foi construída em 1857 para ser uma réplica reduzida da famosa basílica, o que pode ser facilmente percebido pela fachada externa e o altar. Não tem a mesma beleza da Basílica de Notre Dame, mas mesmo assim vale a visita.


Em seguida partimos para explorar as ruas da região e o observar o movimento e comércio sem pressa. Passamos por prédios modernos e clássicos, belas praças, um ótimo comércio e ainda acompanhamos os costumes da população local. A principal e maior avenida é a Boulevard René-Lévesque, que atravessa toda a região central da cidade, mas que não tem nada de especial em si. As ruas que mais gostamos de caminhar estão entre as mais famosas e turísticas do centro. A primeira é a pequena Crescent Street, que se estende por apenas 3 quarteirões. Nesse trecho predominam os casarões antigos, todos ocupados por barzinhos e restaurantes, o que garante uma vida noturna intensa. A segunda é a Rue Sainte-Catherine, que ao contrário da primeira, é muito extensa e atravessa vários bairros. Por esse motivo ela apresenta vários visuais de acordo com a região. No centro ela é bastante movimentada e predominantemente comercial, já que conta com todas as principais lojas de marca que estamos acostumados a encontrar nos shoppings. Se você deseja fazer umas comprinhas em Montreal, esse é o local! Ela também assume um ar mais despojado e artístico em outros trechos. Além disso, durante o período em que estivemos por lá estava rolando um festival de moda que percorria 2 Km dessa rua. Na verdade era uma grande feira ao ar livre onde as diversas lojas montavam seus estandes no meio da rua somente com produtos em promoção. Não preciso nem dizer que estava lotado e em alguns trechos era até difícil caminhar! Não compramos quase nada, mas mesmo assim foi bem bacana participar desse evento local.


Saindo da região central, mais precisamente em Westmount, fica outra atração religiosa da cidade: o Oratoire Saint-Joseph du Mont-Royal. Esse oratório fundado em 1904 por meio de uma pequena capela foi crescendo de tamanho ao longo dos anos até se transformar na imensa estrutura que é hoje, onde só a basílica é capaz de acomodar mais de 2 mil pessoas. É considerado o maior santuário dedicado a São José no mundo e sua grandiosidade realmente impressiona. Aproveitamos que estávamos com o carro no nosso primeiro dia na cidade para visitá-lo, já que fica mais longe e tem um amplo estacionamento próprio e gratuito. Apesar da beleza e imponência externa, admito que esperava um pouco mais do interior. Achei até certo ponto bem simples, mas mesmo assim valeu a visita!


Outro local para se visitar de carro é o Parc du Mont-Royal, que fica exatamente no topo do Mont-Royal, aquele que deu o nome a cidade. O parque é bastante extenso e um ótimo local para fazer um piquenique ou apenas passear em um dia de calor, mas você tem que enfrentar as ladeiras. No entanto, nosso grande objetivo era realmente observar a vista da cidade lá de cima. O mirante fica bem ao lado da rua, mas a vista não tem nada de espetacular, portanto não vá com grandes expectativas. A vantagem é que você não paga nada.


Para encerrar esse passeio pela cidade, fomos conhecer o Parque Olímpico, onde foram realizadas as Olimpíadas de verão de 1976. Ele fica bem ao lado da estação Viau da linha verde do metrô, portanto é bem fácil e rápido de chegar.

Apesar de ter sido realizada há mais de 35 anos, o estádio olímpico continua bem atual e muito bonito, mas infelizmente sem muita utilidade. Os custos para sua construção foram exorbitantes, assim como a da sua manutenção, por isso virou uma espécie de elefante branco. Apesar de todos os problemas técnicos e financeiros, não se pode negar que o estádio é muito bonito e vale uma visita. A principal atração é subir na imensa torre para se ter um belo visual da cidade. Originalmente a torre serviria para sustentar o teto retrátil do estádio, mas depois de vários problemas técnicos, eles resolveram deixá-lo fixo mesmo, tornando-o um estádio completamente coberto, portanto não espere ver o interior do estádio lá de cima. O ingresso custa CAD$ 15,25 para os adultos e CAD$ 7,65 para crianças acima de 5 anos. A subida é feita por meio de um funicular pela parede externa da torre, o que é bastante original. Quando você chega no observatório, tem o visual completo da cidade e do Rio São Lourenço, portanto bem mais bonito do que a vista do Mont-Royal. Gostei do passeio e recomendo!


Faz parte ainda do complexo olímpico o parque aquático, que fica bem em embaixo da torre, e o antigo velódromo, que hoje virou o Biodome, que é uma espécie de jardim zoológico coberto que reproduz cinco diferentes ecossistemas. É um local muito frequentado pelas crianças, mas que infelizmente não tivemos tempo de conhecer.


Assim encerramos os nossos passeios pela cidade. No próximo post eu dou algumas dicas sobre onde comer em Montreal. Até lá!

Leia também:

Montreal: Vieux-Montreal
Montreal: informações básicas
Quebec City: onde comer
Quebec City: um passeio pela cidade histórica – parte 2
Quebec City: um passeio pela cidade histórica – parte 1
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Publicado por em Outubro 24, 2011 em Canadá, Montreal

 

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Montreal: Vieux-Montreal

Uma das regiões mais bacanas e charmosas de Montreal é sem dúvida nenhuma Vieux-Montreal. Como o próprio nome já diz, essa é a parte antiga da cidade, o que pode ser facilmente observado pela arquitetura das construções. Se não bastasse a beleza visual, o bairro é um dos mais movimentados, tanto de dia como de noite, sendo uma ótima área de lazer para passear e comer.


Começamos o nosso passeio pela prefeitura de Montreal (A), que é um prédio imponente e com uma bela fachada, mas cujo interior não tem nada de especial. A visita é gratuita.


Em seguida caminhamos pela Place Jacques Cartier (B), que é um dos locais mais movimentados dessa região. A praça é muito agradável e cheia de restaurantes e bares ao seu redor, formando um dos muitos redutos boêmios da cidade. É um local indicado para se visitar tanto de dia como de noite para observar o movimento, de preferência sentado em uma das mesas das varandas dos bares.


A Rue Saint-Paul (C) é outro passeio obrigatório. É uma rua de pedestres muito bonita e cheia de construções históricas. Hoje a maioria delas são lojas ou restaurantes, portanto é mais um local recomendado para se ter uma bela refeição. Tem dois restaurantes que eu indico nessa rua, mas isso é assunto para outro post.


Além de uma bela caminhada, a rue Saint Paul te leva até a principal atração turística da cidade: a Basílica de Notre-Dame (D). Basta entrar na Rue Saint Sulpice e subir até a Place D’Armes para dar de frente com essa belíssima catedral. Essa pequena ex-capela do século XV foi sendo remodelada e ampliada ao longo dos séculos até chegar a sua estrutura atual, mesmo tendo sido atingida por um forte incêndio em 1978. Sua fachada é muita bonita, mas comum se comparada com outras catedrais famosas. No entanto, seu interior é de uma beleza extraordinária! Ficamos muito impressionados e posso dizer que é uma das mais belas catedrais que já visitamos! O tom azulado da nave principal é muito original e não tem como não se encantar. A decoração foi toda inspirada na Saint-Chapelle de Paris e quem conhece as duas logo nota semelhanças, apesar dessa última ser bem menor. É tudo tão bem conservado e bonito!


Mas engana-se quem pensa que a basílica é somente a nave principal. Quando você entra na capela, que fica nos fundos da basílica, é novamente surpreendido por uma beleza completamente diferente! A capela é toda esculpida em madeira, portanto predomina o tom amarronzado. A verdade é que você não consegue parar de tirar fotos de toda a basílica e a visita é indispensável. Se você tiver pouco tempo na cidade e tiver que escolher uma atração, essa é sem dúvida a minha indicação. A entrada é paga e custa CAD $5 por pessoa, sendo de graça para crianças até 6 anos. Fica aberta entre 8h as 16h30 de segunda a sexta, 8h as 16h no sábado e 12h30 as 16h no domingo. Como ela fecha cedo, é bom tomar cuidado com o horário.


Saindo da basílica e atravessando a Place D’Armes, você vislumbra o belo prédio do Banco de Montreal (E).


Para quem gosta, na Place D’Armes partem passeios de charretes pelos principais pontos de vieux-montreal, mas custa em torno de CAD $80 para 30 minutos, o que achei um pouco salgado.

Voltando agora pela Rue Saint Sulpice, chegamos na região chamada de Le Vieux-Port (F e G) junto ao Rio São Lourenço. Ali fica o moderno Museu de Ciências (F) da cidade, que é uma ótima opção para quem viaja com crianças. Além das exposições fixas e do cinema IMAX, eles oferecem algumas exposições temporárias por um custo adicional ao ingresso. Durante a nossa passagem pela cidade a exposição era sobre o Indiana Jones.


Um dos programas mais legais nas épocas quentes é justamente passear pelo Le Vieux-Port (G), que é na verdade uma imensa área de lazer ao ar livre. Você pode alugar bicicletas para dar umas voltas, ou apenas caminhar pela orla, que já vale a pena.


Também nessa região é muito comum a realização de shows temporários. No período em que estivemos lá estava acontecendo o belo espetáculo do Cirque du Soleil chamado Totem. O Cirque du Soleil é originário do Canadá, mas precisamente da província de Quebec, portanto é muito comum existirem espetáculos tanto em Montreal, quanto em Quebec City. Nós adoramos todos os espetáculos dessa trupe, portanto assisti-los em sua terra natal era um programa imperdível. Compramos bilhetes para a nossa primeira noite na cidade e não nos arrependemos. O espetáculo foi fantástico e meu filho adorou todas as performances! O único problema foi que na saída ele queria reproduzir todas as acrobacias que tinha visto! 😀


Na volta de um espetáculo, aproveite também para curtir Vieux-Montreal a noite.


Para terminar o passeio, já saindo da regiao de Vieux-Montreal, não deixe de curtir a movimentadíssima Rue Saint-Denis, que é um dos points boêmios da cidade. Nessa rua existem várias restaurantes e bares para todos os gostos e fica muito cheia a noite. Para quem se hospeda por perto, como foi o nosso caso, é um bom local para fazer uma refeição e curtir o movimento. Não tivemos tempo para experimentar muitas opções, mas no post sobre onde e comer na cidade eu vou dar algumas dicas.


No próximo post eu conto mais sobre outras regiões da cidade. Até lá!


Leia também:

Montreal: informações básicas
Quebec City: onde comer
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Publicado por em Outubro 14, 2011 em Canadá, Montreal

 

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Montreal: informações básicas

Montreal é a segunda maior cidade do país e fica na província de Quebec, portanto o francês é também a língua oficial. Em termos mundiais, ela só perde em número de habitantes para Paris no quesito “cidades que falam francês”, sendo considerada a mais européia do continente americano. Assim como NY, a principal região da cidade é uma ilha do Rio São Lourenço, também chamada de Ilha de Montreal. Seu nome teve origem na montanha Mont-Royal, que fica bem no centro da ilha e onde se localiza o Parc Mont-Royal, a maior área verde da cidade.

No último dia em Quebec City alugamos um carro e pegamos estrada até Montreal. A estrada é muito boa e levamos umas 3 horas para chegar, o que não é muito cansativo. Optamos pelo carro por três motivos. O primeiro foi financeiro, pois o aluguel, mesmo com os seguros inclusos, é mais barato do que o trem para mais de 2 pessoas. O outro motivo é a liberdade de horário, que é uma grande vantagem para quem viaja com crianças, já que os trens não são tão frequentes quanto na Europa. Por último, o carro ainda pode ser usado para conhecer atrações mais distantes e que não são facilmente acessíveis por meio dos transportes públicos, que foi exatamente o que fizemos quando chegamos na cidade, mas isso é assunto para outro post.

Para entrar na ilha de Montreal, atravessamos a bela Ponte Jacques-Cartier, que também passa por cima das ilhas Sainte-Heléne e Notre-Dame, onde ficam algumas atrações da cidade. Para quem gosta de F1, é na ilha de Notre-Dame que fica o circuito Gilles Villeneuve, onde acontece todos os anos o Grande Prêmio de Montreal.


Como ficaríamos 4 noites na cidade, queríamos um hotel espaçoso, mas de preferência com infra para podermos fazer alguma refeição no quarto e que não fosse caro. Essas conveniências sempre são boas para quem viaja com crianças. Por esse motivo escolhemos o Candlewood Suites, que pertence ao grupo do InterContinental, assim como o Staybridge, que já citei outras vezes aqui no blog. Ele é bem em conta e a grande diferença desse hotel com relação a esse último é que ele não tem limpeza diária e nem café da manhã incluso, mas no restante é bem parecido. A internet wifi é gratuita e de qualidade, sendo que eles ainda oferecem sem custos um business center com computadores e impressoras, além de uma ampla lavanderia (só é preciso pagar pelo sabão em pó). A impressora é uma mão na roda para quem deseja imprimir um ingresso comprado pela internet, ou apenas o cartão de embarque do seu voo. Para quem está de carro, o hotel conta com uma garagem subterrânea, que é bem segura e prática, mas são cobrados CAD $14 pela diária.


Todos os quartos são grandes, divididos em 2 ambientes, sendo um quarto de casal e uma sala com cozinha americana completa. Acomodam até 4 pessoas, pois na sala tem um sofá-cama e outra televisão. Gostamos bastante do quarto e da cozinha, sem contar que ainda tinha uma bela vista da parte antiga de Montreal.


O hotel fica bem localizado e perto do Viex-Montreal, onde ficam várias atrações da cidade. Dá para ir a pé até essa região, o que é bem prático. Além disso, conta com três estações de metrô relativamente próximas (umas 3 quadras), além de um ponto de ônibus bem em frente, o que lhe permite circular por todas as principais regiões da cidade. O único lado negativo é que essa região é menos movimentada do que a região de downtown, que também é uma ótima localização para se hospedar.

Falando de metrô, ele é bem extenso, moderno, eficiente e cobre quase a totalidade das regiões turísticas. Os dois únicos locais em que ele não chegava, fizemos com o carro alugado no primeiro dia, aproveitando a diária que já tínhamos pago, mas depois não sentimos mais falta do carro. As linhas laranja e verde são as principais, portanto você faz poucas baldeações. O lado negativo é que quase nenhuma estação tem escada rolante, portanto quem está com carrinho de criança ou mala vai ter que fazer um bom exercício. Mas olhe pelo lado positivo, agora você já tem a desculpa perfeita para comer aquela sobremesa deliciosa que você viu naquela lojinha no caminho! 😀


Para andar de metrô é necessário adquirir um Opus Card, que é um cartão recarregável disponível nas diversas máquinas automáticas das estações, sendo que criança até 6 anos não paga. O preço do trecho unitário é CAD $3, enquanto o passe diário (24h) custa CAD $8 e o de 3 dias consecutivos CAD $16, portanto a partir de 3 viagens já vale mais a pena o passe, o que recomendo. Outra vantagem do passe diário é que ele te dá direito a usar o 747 Express Bus que te leva de/para o aeroporto internacional e cuja tarifa avulsa custa CAD $8, ou seja, ele sozinho já paga o passe e você fica com a liberdade de usar o metrô pelo restante do dia de graça.

O sistema para a compra do Opus Card é bem simples e intuitivo, conforme pode ser visto nas fotos abaixo, e você pode escolher entre francês ou inglês, sendo a primeira obviamente a padrão. Só não encontrei uma forma de comprar várias cartões de uma vez só, o que achei uma falha do sistema. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou cartão, o que é bem prático!



Nos próximos posts vamos explorar a bela cidade de Montreal e suas atrações.

Leia também:

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Washinton D.C.

 
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Publicado por em Setembro 30, 2011 em Canadá, Montreal

 

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