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Montreal: informações básicas

Montreal é a segunda maior cidade do país e fica na província de Quebec, portanto o francês é também a língua oficial. Em termos mundiais, ela só perde em número de habitantes para Paris no quesito “cidades que falam francês”, sendo considerada a mais européia do continente americano. Assim como NY, a principal região da cidade é uma ilha do Rio São Lourenço, também chamada de Ilha de Montreal. Seu nome teve origem na montanha Mont-Royal, que fica bem no centro da ilha e onde se localiza o Parc Mont-Royal, a maior área verde da cidade.

No último dia em Quebec City alugamos um carro e pegamos estrada até Montreal. A estrada é muito boa e levamos umas 3 horas para chegar, o que não é muito cansativo. Optamos pelo carro por três motivos. O primeiro foi financeiro, pois o aluguel, mesmo com os seguros inclusos, é mais barato do que o trem para mais de 2 pessoas. O outro motivo é a liberdade de horário, que é uma grande vantagem para quem viaja com crianças, já que os trens não são tão frequentes quanto na Europa. Por último, o carro ainda pode ser usado para conhecer atrações mais distantes e que não são facilmente acessíveis por meio dos transportes públicos, que foi exatamente o que fizemos quando chegamos na cidade, mas isso é assunto para outro post.

Para entrar na ilha de Montreal, atravessamos a bela Ponte Jacques-Cartier, que também passa por cima das ilhas Sainte-Heléne e Notre-Dame, onde ficam algumas atrações da cidade. Para quem gosta de F1, é na ilha de Notre-Dame que fica o circuito Gilles Villeneuve, onde acontece todos os anos o Grande Prêmio de Montreal.


Como ficaríamos 4 noites na cidade, queríamos um hotel espaçoso, mas de preferência com infra para podermos fazer alguma refeição no quarto e que não fosse caro. Essas conveniências sempre são boas para quem viaja com crianças. Por esse motivo escolhemos o Candlewood Suites, que pertence ao grupo do InterContinental, assim como o Staybridge, que já citei outras vezes aqui no blog. Ele é bem em conta e a grande diferença desse hotel com relação a esse último é que ele não tem limpeza diária e nem café da manhã incluso, mas no restante é bem parecido. A internet wifi é gratuita e de qualidade, sendo que eles ainda oferecem sem custos um business center com computadores e impressoras, além de uma ampla lavanderia (só é preciso pagar pelo sabão em pó). A impressora é uma mão na roda para quem deseja imprimir um ingresso comprado pela internet, ou apenas o cartão de embarque do seu voo. Para quem está de carro, o hotel conta com uma garagem subterrânea, que é bem segura e prática, mas são cobrados CAD $14 pela diária.


Todos os quartos são grandes, divididos em 2 ambientes, sendo um quarto de casal e uma sala com cozinha americana completa. Acomodam até 4 pessoas, pois na sala tem um sofá-cama e outra televisão. Gostamos bastante do quarto e da cozinha, sem contar que ainda tinha uma bela vista da parte antiga de Montreal.


O hotel fica bem localizado e perto do Viex-Montreal, onde ficam várias atrações da cidade. Dá para ir a pé até essa região, o que é bem prático. Além disso, conta com três estações de metrô relativamente próximas (umas 3 quadras), além de um ponto de ônibus bem em frente, o que lhe permite circular por todas as principais regiões da cidade. O único lado negativo é que essa região é menos movimentada do que a região de downtown, que também é uma ótima localização para se hospedar.

Falando de metrô, ele é bem extenso, moderno, eficiente e cobre quase a totalidade das regiões turísticas. Os dois únicos locais em que ele não chegava, fizemos com o carro alugado no primeiro dia, aproveitando a diária que já tínhamos pago, mas depois não sentimos mais falta do carro. As linhas laranja e verde são as principais, portanto você faz poucas baldeações. O lado negativo é que quase nenhuma estação tem escada rolante, portanto quem está com carrinho de criança ou mala vai ter que fazer um bom exercício. Mas olhe pelo lado positivo, agora você já tem a desculpa perfeita para comer aquela sobremesa deliciosa que você viu naquela lojinha no caminho! 😀


Para andar de metrô é necessário adquirir um Opus Card, que é um cartão recarregável disponível nas diversas máquinas automáticas das estações, sendo que criança até 6 anos não paga. O preço do trecho unitário é CAD $3, enquanto o passe diário (24h) custa CAD $8 e o de 3 dias consecutivos CAD $16, portanto a partir de 3 viagens já vale mais a pena o passe, o que recomendo. Outra vantagem do passe diário é que ele te dá direito a usar o 747 Express Bus que te leva de/para o aeroporto internacional e cuja tarifa avulsa custa CAD $8, ou seja, ele sozinho já paga o passe e você fica com a liberdade de usar o metrô pelo restante do dia de graça.

O sistema para a compra do Opus Card é bem simples e intuitivo, conforme pode ser visto nas fotos abaixo, e você pode escolher entre francês ou inglês, sendo a primeira obviamente a padrão. Só não encontrei uma forma de comprar várias cartões de uma vez só, o que achei uma falha do sistema. O pagamento pode ser feito em dinheiro ou cartão, o que é bem prático!



Nos próximos posts vamos explorar a bela cidade de Montreal e suas atrações.

Leia também:

Quebec City: onde comer
Quebec City: um passeio pela cidade histórica – parte 2
Quebec City: um passeio pela cidade histórica – parte 1
Quebec City: onde se hospedar
Toronto: informações básicas para planejamento
Toronto: uma cidade com a cara dos EUA
Toronto: passeando pelo centro
Toronto: onde comer
Boston
Chicago
Washinton D.C.

 
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Publicado por em Setembro 30, 2011 em Canadá, Montreal

 

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Quebec City: onde se hospedar

Depois de nossa passagem por Toronto, pegamos um voo até Quebec City, que fica na província de Quebec. Conseguimos um bom preço com a companhia WestJet, que tem um serviço muito bom e recomendo. Apesar de pouca distância, parece que mudamos de país, já que a língua e costumes são totalmente diferentes, mas isso é assunto para os próximos posts, quando contarei mais sobre a cidade e suas atrações turísticas. Por enquanto, vou me limitar a falar sobre algumas informações básicas para o planejamento.

Se você chegar na cidade de avião, como foi o nosso caso, é bom saber que o aeroporto não é tão longe assim e o preço do táxi é aceitável e tabelado. Pagamos CAD$ 32,50 até o centro histórico, o que é cômodo para quem está com malas grandes e carrinho de criança. Nos dias úteis existe um ônibus público que te leva até o terminal rodoviário, mas sinceramente não acho que vale muito a pena o trabalho. Para mais informações, consulte o site oficial do aeroporto.

A cidade de Quebec não é muito grande, sendo que a parte mais turística é menor ainda, portanto dá para fazer tudo a pé. Por esse motivo a localização do hotel é essencial para evitar que você fique caminhando muito, além é claro de ficar perto do comércio e dos bons restaurantes. A minha recomendação é escolher um hotel dentro dos muros da cidade histórica, ou no máximo na região da avenida Grand Allée na altura da praça George V. Obviamente quanto mais dentro da cidade histórica, mais cara a diária, mas dá para encontrar alguns hotéis com uma boa relação custo x benefício, como foi o caso do Hotel Manoir Victoria.


Além do ótimo preço, se comparado com os seus vizinhos, a infra do hotel é excelente e gostamos muito na nossa estadia. Por ser um prédio antigo, a arquitetura é mais clássica, mas muito bem conservada e de bom gosto. Todos os funcionários foram extremamente gentis e eficientes. O quarto não era tão espaçoso, mas tinha dois ambientes, cada um com uma cama de casal, o que é ideal para quem viaja com filhos e procura um quarto triplo ou quádruplo. Tudo bastante confortável e agradável.


O hotel conta ainda com um restaurante próprio no térreo, que não experimentamos, mas que é uma ótima opção para quem deseja fazer uma refeição mais rápida. Além disso, ainda existe uma excelente piscina aquecida no subsolo, ideal para descansar depois um dia cansativo de caminhadas.


A localização também é excelente, bem ao lado da Rua Saint-Jean, que é uma das mais movimentadas da cidade e conta com vários bares e restaurantes. Como o café da manhã não está incluso na diária e é caro, existem várias opções nessa rua para você começar bem o dia. Se desejar, tem até um mercadinho vizinho para comprar bebidas e petiscos. Para quem deseja alugar um carro, outra vantagem desse hotel é que existe uma loja da Hertz no mesmo prédio (vide primeira foto), portanto é mais uma comodidade.

Rue Saint-Jean


Durante as nossas andanças pela cidade histórica vimos vários outros hotéis bonitos e agradáveis, portanto o importante é pesquisar os preços e as resenhas na internet antes de fazer a reserva. Opções não faltam!


Leia também:

Toronto: informações básicas para planejamento
Toronto: uma cidade com a cara dos EUA
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Washinton D.C.

 
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Publicado por em Setembro 1, 2011 em Canadá, Quebec City

 

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Toronto: informações básicas para planejamento

Como muitos já sabem pelo post anterior, estava de férias e só voltei semana passada, por isso o blog ficou meio parado nesse período. O que a maioria não sabe é que aproveitei esse período para conhecer um país que há muito tempo estava no nosso planejamento: o Canadá. Como o país é frio (e bota frio nisso!!!) grande parte do ano, queríamos justamente aproveitar a época do verão por lá para poder passear com calma pelas ruas das cidades. Só não esperávamos pegar tanto calor! 🙂


Como sempre fazemos antes de qualquer viagem, pesquisamos muito sobre os destinos. No caso do Canadá, queria indicar e agradecer as dicas dos excelentes sites Mikix, da Mirella Mathiessen, Esvaziando a Mochila, do Tiago Caramuru, e Viaje na Viagem, do turista profissional Ricardo Freire. Todos possuem artigos bem completos sobre o país, mas considero o Mikix imprescindível para qualquer viajante ao Canadá, pois além de super completo, a Mirella morou alguns anos no país e tem dicas que só os locais conhecem.

O nosso passeio começou pela cosmopolita Toronto, que é normalmente o canal de entrada dos brasileiros no país devido à maior oferta de voos pelas companhias aéreas. O chato é que somente a Air Canada faz voos diretos a partir do Brasil e os preços não são nada convidativos, portanto você acaba sendo obrigado a fazer conexões em outros países. O mais comum é o EUA, como foi o nosso caso, mas você tem o inconveniente de passar pela imigração americana duas vezes, na ida e na volta. Por esse motivo aproveitamos para passar uns dias nos EUA na volta, mas isso é assunto para outro post.

CN Tower


Do aeroporto de Toronto até a cidade, você tem poucas opções de transporte. A mais barata é pegar um ônibus até a estação de metrô mais próxima e de lá seguir viagem, mas você terá que fazer pelo menos uma baldeação até chegar a região onde ficam os principais hotéis (mais informações aqui). Existem também os shuttles, com preços salgados, e os taxis, que são tabelados e custam CAD $53 (todos os preços são em dólares canadenses, que está um pouco mais caro que o americano) até a região de downtown. Se você tiver muitas malas, vai precisar de uma van, que custa um pouco mais caro. Para informações sobre todas as opções de transporte, veja essa página do site do aeroporto.

Nós optamos por ficar hospedados bem na região central e próximo ao distrito financeiro e não nos arrependemos. A região não é muito grande e pode ser facilmente percorrida a pé ou de metrô, sendo que ainda fica próxima das principais atrações turísticas da cidade. Como não tínhamos nenhuma indicação, seguimos as resenhas do tripadvisor e de outros sites e optamos pelo Cambridge Suites.


O hotel é realmente excelente e as fotos da internet são fiéis a realidade das instalações, ou seja, tudo novo e limpo, além do atendimento impecável. Os quartos são imensos e possuem 2 ambientes: um quarto de casal, uma sala com sofá-cama e mini-cozinha, além de um closet misturado com o banheiro. Decoração bem sofisticada e muito confortável. O lado negativo fica pela ausência de cofre no quarto e wifi pago (CAD $12 por dia), mas no resto só tenho elogios e recomendaria tranquilamente o hotel. Caso você não queira pagar pelo wifi, ou não tenha um laptop, no segundo andar eles possuem um business center com 2 computadores e impressora de uso gratuito.


A localização também é excelente, pois nas proximidades do hotel existe uma estação de metrô (1 quadra), vários locais para tomar café da manhã (não está incluso na diária) e o Eaton Center, que é o maior shopping da cidade. Além disso, existem ótimos restaurantes na redondeza para serem degustados a pé. Em outro post vou comentar sobre as opções gastronômicas da cidade.


Com relação ao transporte público, me limitei ao metrô, mas também existem vários ônibus e bondes circulando pela cidade, que podem ser combinados em um bihete único.


O bilhete individual custa CAD $3, o que é um pouco caro, mas você pode comprar também 4 bilhetes por CAD $10 (pode ser usado por pessoas diferentes), ou um passe diário por CAD $10, ou seja, não vale a pena comprar bilhetes individuais e caso você vá fazer mais de 4 viagens em um dia, o passe diário é a melhor opção. Agora, se você está viajando em grupo e visitando a cidade em um final de semana ou feriado, o mesmo passe diário pode ser comprado para o grupo todo pelos mesmos CAD $10. É isso mesmo!!! A restrição é que o grupo deve sempre viajar junto e deve ter no máximo 2 adultos e 4 crianças. É um incentivo que eles criaram para os dias não úteis e uma baita economia para as famílias. Como nós passamos um domingo em Toronto, demos sorte e aproveitamos essa promoção. Para mais informações sobre os bilhetes e o transporte público de Toronto, consulte o site oficial da TTC.

Nos próximos posts vou explorar mais a cidade e o que ela tem a oferecer. Até lá!

Leia também:

Boston
Chicago
Washinton D.C.

 
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Publicado por em Julho 28, 2011 em Canadá, Toronto

 

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