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Quebec City: um passeio pela cidade histórica – parte 1

Quebec City é a capital da província de Quebec e totalmente diferente de qualquer outra no Canadá. Isso porque foi a primeira cidade francesa nas Américas e uma das mais importantes do Canadá colonial, mantendo até hoje intactos os seus muros históricos. Ela foi disputada durante anos pelos franceses e ingleses devido a sua localização estratégica, exatamente na região mais estreita do Rio São Lourenço, um dos principais canais fluviais de entrada do continente. Essa posição estratégica fez a cidade florescer e enriquecer. Apesar da posterior dominação militar inglesa, os mesmos não conseguiram impor a província a sua cultura, por isso até hoje a cidade tem como língua oficial o francês e mantém os costumes franceses no seu dia a dia. Mas se você não fala francês, não se preocupe, pois todos falam inglês fluentemente e não fazem cara feia quando são abordados nessa língua, uma evolução com relação aos seus irmãos europeus. 🙂

A parte turística de Quebec City não é muito grande, portanto é possível visitar todas as principais atrações a pé. Além da vantagem de não depender de transportes públicos ou carro, passear pelas ruelas da cidade histórica sem rumo já é uma atração por si só, portanto caminhar não é nenhum sacrifício. Pelo contrário, a cada rua ou esquina você se encanta cada vez mais com a arquitetura das construções históricas. Se não fossem as várias bandeiras do Canadá e Quebec espalhadas pela cidade, eu juraria que estava em alguma região da Europa!

Começamos o nosso passeio pela Rue Saint-Jean, bem ao lado do nosso hotel. É uma rua bem agradável e cheia de restaurantes e bares, com bom movimento até tarde da noite.


Nessa rua fica também um dos portões de entrada da cidade murada. Além da bela paisagem, é possível caminhar por cima do muro e observar a vista lá de cima. As crianças adoram essa parte! Não deixe de observá-lo a noite também, pois a iluminação dá um toque todo especial.

Vista da Rue Saint-Jean


Não deixe de conhecer também a Rue d’Auteuil, que é uma bela rua arborizada e florida ao longo do Parc de L ‘esplanade e cheia de casinhas lindas!


Subindo a rua Saint-Jean você passa por várias lojinhas interessantes e no final se depara com a prefeitura da cidade e a Catedral de Notre Dame de Quebec. Não é uma catedral grandiosa como as européias, mas mesmo assim tem seus encantos.


Bem em frente a catedral existe uma loja que vende enfeites de Natal o ano todo, para aqueles que não resistem ao espírito natalino.


Caminhando pela Rue de Buade, você encontra uma bela viela que leva até a Place D’Armes, cheia de artistas de rua expondo suas obras. Parece até uma rua extraída do bairro de Montmatre em Paris! A praça também é bem agradável!


Do lado norte da praça se encontra a Rue Sainte-Anne, bem movimentada e com muitos restaurantes, além da pequena Igreja da Holy Trinity. Sinceramente não achei a igreja nada demais, portanto não recomendo para quem estiver com pouco tempo.


Do outro lado da praça fica a Rue Saint Louis, também muito bonita e cheia de restaurantes e belas construções. Ao final dessa rua existe um outro portão, de onde é possível fazer um passeio de charrete por alguns dos principais pontos da cidade. O passeio dura em torno de 30 minutos e custa CAD$ 80, o que achei um pouco salgado.


Finalmente atravessando a praça você se depara com a principal atração turística de Quebec, o belo Fairmont Le Château Frontenac. Esse famoso hotel inaugurado em 1893 é o principal cartão postal da cidade e já hospedou várias personalidades famosas, além de um encontro histórico entre Winston Churchill e Frank Roosevelt em 1944, que resultou na decisiva e vitoriosa invasão da Normandia na segunda guerra mundial. O hotel continua em pleno funcionamento e você pode hospedar em um dos seus quartos, mas se prepare para gastar um bom dinheiro. É possível conhecê-lo por meio de um visita guiada, mas caso não deseje, qualquer um pode conhecer o hall do hotel. Os turistas são normais por lá! O visual do hotel é realmente impressionante, mas achei o interior um pouco decepcionante.


Bem ao lado do hotel tem uma espécie de plataforma suspensa com um belo visual do Rio São Lourenço e aí você entende porque essa parte da cidade é chamada de cidade alta. É que o hotel, assim como grande parte da cidade histórica, se encontra no topo de uma colina, apesar de você quase não notar isso até caminhar por essa plataforma. O ambiente ali é bem agradável e não tem como você não parar para se sentar um pouquinho e curtir o visual. O meu filho mais uma vez adorou os vários canhões ali expostos para a proteção da cidade, já que do alto da colina eles tinham uma posição privilegiada para atacar os inimigos. Não deixe de observar a bela arquitetura dos prédios ao redor!


A partir dessa plataforma é possível acessar o funicular que leva a cidade baixa, mas isso é assunto para outro post, assim como as outras atrações da cidade. Até lá!


Leia também:

Toronto: informações básicas para planejamento
Toronto: uma cidade com a cara dos EUA
Toronto: passeando pelo centro
Toronto: onde comer
Quebec City: onde se hospedar
Boston
Chicago
Washinton D.C.

 
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Publicado por em Setembro 9, 2011 em Canadá, Quebec City

 

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Toronto: passeando pelo centro

Depois de passear pela região próxima ao Lago Ontario, chegou a hora de visitar as atrações do centro. Para ter uma ideia melhor das distâncias, segue um mapa com as atrações que irei mencionar. Como vocês poderão notar, é tudo muito perto e fácil de conhecer!


A primeira parada é na Old City Hall (A), que como o próprio nome já diz, é o prédio da antiga prefeitura da cidade. Ele é muito bonito e fotogênico e sugiro você dar uma volta para vê-lo de todos os ângulos. O prédio chama muita atenção, pois em sua volta só existem prédios mais modernos, fazendo um contraste interessante. Na praça ao lado se encontra o prédio atual da prefeitura, que achei bem sem graça e dispensável.


Logo ao lado se encontra o Eaton Center (B), que é o maior shopping da cidade e um dos locais mais cheios do centro. Todas as lojas tradicionais estão presentes, como Zara, H&M, Sephora, Apple, Disney, etc. O Eaton Center é bonito por dentro, mas nada muito diferente de outros grandes shoppings. Vale mais mesmo pelas compras. No entanto, para quem vai visitar os EUA na mesma viagem, ou em algum período próximo, comprar no Canadá não é muito vantajoso. Além do dólar canadense está com uma cotação ligeiramente maior do que o americano, os preços por lá são naturalmente um pouco mais caros do que seu vizinho. Se não bastasse isso, a taxa ainda é bem mais alta, girando em torno dos 16%, o que encarece bastante os produtos. Em comparação com os preços praticados aqui no Brasil, ainda são bem mais baratos e compensam bastante, mas se você vai passar pelos EUA, deixe para fazer compras por lá, pois compensa bem mais.


A próxima parada é na vizinha Dundas Square (C) (esquina das ruas Yonge e Dundas), que é super iluminada, com diversos cartazes, lojas e restaurantes. É considerada a Times Square de Toronto e vale a visita!


Aproveite também para caminhar pela Yonge St., que é uma rua bem agradável e com muito movimento.


Pegando o metrô até a estação Yonge, você desembarca na Bloor Street (D), que em mais uma comparação com Nova York, é considerada a 5º avenida de Toronto. É uma rua larga e com várias lojas, que vão desde grifes famosas até marcas mais tradicionais. É um local gostoso para passear, principalmente para quem deseja fazer compras.


Logo atrás da Bloor Street fica o elegante bairro de Yorkville (E), que é um passeio imperdível! São ruazinhas super transadas com diversos barzinhos, restaurantes e lojas chiques, em um ambiente super aconchegante. Apesar dos preços não muito camaradas, dá vontade de se sentar em uma das mesas e passar a tarde inteira curtindo o movimento e visual. As principais ruas para caminhar são a Cumberland e Yorkville, entre as Bay St. e Avenue Rd.


Para terminar o passeio pela cidade, uma das atrações que mais gostamos foi o Royal Ontario Museum (F), que é um museu sensacional! Ele conta com exposições sobre as civilizações mundiais e história natural, portanto é diversão certa para as crianças. Como o museu é bem grande, focamos na parte da história natural, principalmente nas exposições de dinossauros, mamíferos e aves, mas também demos uma passadinha em algumas outras seções.


Se não bastassem as excelentes exposições, o museu ainda conta com 3 áreas interativas para as crianças, também chamadas de Hands-on Galleries. Esse para mim é o grande diferencial desse museu, pois nessas galerias as crianças têm a oportunidade de participar de experiências e brincadeiras extremamente educativas. Elas podem escavar ossos de dinossauros, experimentar vestimentas medievais, conhecer a toca de um índio, entrar na caverna dos morcegos, etc.. Elas literalmente aprendem brincando! O único problema é convencer o seu filho a ir embora! :mrgreen:


O museu fica aberto de 10h as 17h30, com exceção de sexta, quando só fecha as 20h30. O ingresso custa CAD$24 para adultos e CAD$16 para crianças entre 4 e 14 anos.

Para encerrar os posts sobre Toronto, no próximo eu dou algumas dicas sobre onde comer na cidade. Até lá!


Leia também:

Toronto: informações básicas para planejamento
Toronto: uma cidade com a cara dos EUA
Boston
Chicago
Washinton D.C.

 
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Publicado por em Agosto 19, 2011 em Canadá, Toronto

 

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Toronto: uma cidade com a cara dos EUA

Eu sei que muitos canadenses não gostam dessa comparação e fazem até cara feia quando se menciona seu vizinho mais famoso, mas não tem como você olhar para Toronto e não se lembrar das grandes cidades americanas. Tanto é que muitos filmes de Hollywood são gravados lá simulando cidades do outro lado da fronteira e você nem nota a diferença. Apesar disso, o Canadá é um país com personalidade própria e eles se orgulham muito disso. O país tem a particularidade de ter sido colônia da França e Inglaterra, e mesmo depois de muito esforço dos ingleses após o domínio completo, não conseguiu impor sua cultura e língua nas regiões anteriormente dominadas por seus inimigos. Por esse motivo o país hoje tem 2 línguas oficiais, o inglês e francês, sendo que esse último é falado mais predominantemente na província de Quebec, que vou comentar mais a frente em outros posts. Apesar disso, segundo a informação do nosso guia ao parlamento, o francês é a primeira língua de 40% da população.

Toronto fica na província de Ontario, cuja língua oficial é o inglês. Mais um motivo para você se sentir nos EUA! O centro tem uma combinação interessante de prédios modernos e históricos, sendo bem agradável para se passear. A cidade é totalmente multicultural, com muito imigrantes de diversos países do mundo e que dão um tempero todo especial. Nesse quesito lembra muito Nova York, já que passeando pela cidade você esbarra em bairros como Chinatown, Little Italy, Greek Town, Little Portugal, etc..

Apesar de ser a maior cidade do país, ela não é um destino muito procurado pelos turistas em geral, pois peca pela falta de atrações turísticas famosas, o que é uma pena, pois é muito interessante! A exceção é a CN Tower, que é o marco mais conhecido mundialmente e está sempre presente nas paisagens da cidade. Para chegar lá, a estação de metrô mais perto é a da Union Station, que é a estação de trem da cidade. Basta seguir as placas indicativas para a torre que você vai percorrendo os bonitos corredores da estação. Essa caminhada já é um passeio por si só!


A CN Tower é muito alta (553 metros) e pode ser vista de qualquer ponto da cidade. Portanto um dos principais passeios de todo turista que passa pela cidade é justamente subir em seus velozes elevadores e apreciar a vista lá de cima. Como fica junto ao Lago Ontario, o visual é bem bacana e você ainda tem uma noção melhor de todo o centro financeiro da cidade.


Uma das principais atrações lá em cima é passear pelo piso de vidro, não recomendado para quem tem medo e alturas. Eu esperava que ele fosse maior, portanto me decepcionei um pouco, mas mesmo assim é bacana.


Agora, se você é aventureiro e gosta de muita emoção, acabou de inaugurar essa semana um passeio pelo parapeito da torre (EdgeWalk), na mesma altura do observatório, onde você pode ficar literalmente suspenso pelos cabos de segurança. Para ter essa emoção, basta desembolsar a bagatela de CAD $175.

Foto: Folha de São Paulo


O passeio simples, que inclui o observatório “Look Out” e o chão de vidro, custa CAD $23 para os adultos e CAD $15 para as crianças a partir de 4 anos, mas você pode também incluir opções extras pagando um pouco mais, como o Sky Pod (observatório mais alto) e um filme 3D. Na saída da torre existe a famosa lojinha de souvenirs.


Para quem desejar, na torre também existe um restaurante giratório bem bacana, mas os preços são um pouco salgados e o cardápio tem opções limitadas, o que não é muito convidativo para quem viaja com crianças, como era o nosso caso. Se tiver interesse, sugiro fazer uma reserva.

Bem ao lado da torre fica o Rogers Center (também conhecido como Skydome), que é o estádio oficial do time de beisebol da cidade, o Toronto Blue Jays. Infelizmente ele estava fechado para visitas no dia em que estivemos por lá, portanto só pudemos visualizá-lo por fora mesmo.


Atravessando a rua você se depara com uns galpões velhos, mas conservados, e uma praça com vários trens antigos expostos. É uma espécie de museu ferroviário a céu aberto e muito divertido para a criançada, principalmente porque eles ainda oferecem um passeio em um trenzinho por CAD $3, cuja receita é destinada exclusivamente à conservação da exposição. Meu filho adorou!


Mas não é só as crianças que se divertem não! Enquanto elas brincam de trenzinho, os adultos podem curtir no galpão ao lado a Steam Whistle Brewing, que é uma cervejaria tradicional da cidade. Ali você pode fazer um passeio guiado pela fábrica e entender todo o processo de fabricação, ou somente se sentar no bar e provar uma das amostras grátis de cerveja que eles oferecem (dica da Mirella). Não é preciso fazer o passeio para provar a cerveja e foi exatamente o que eu fiz . A cerveja é bem gostosa!


Descendo a rua em direção ao lago Ontario, você chega no Harbour Front, que tem um píer bem gostoso para se passear, com muitos restaurantes e mesas ao ar livre para observar a paisagem. Como estávamos no verão, eles montaram inclusive um palco para shows, mas não tivemos a oportunidade de assistir a nenhum. Se você tiver interesse, é daqui que saem também os barcos para a Toronto Island, que tem uma imensa área de lazer com o visual do skyline da cidade. Infelizmente não tivemos tempo para fazer esse passeio, mas fica a dica.


No próximo post eu conto mais sobre outros passeios na cidade. Até lá!



Leia também:

Toronto: informações básicas para planejamento
Boston
Chicago
Washinton D.C.

 
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Publicado por em Agosto 8, 2011 em Canadá, Toronto

 

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