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Las Vegas: um passeio pelos hotéis – parte 1

Devido aos filmes hollywoodianos, muitos pensam que Las Vegas só é interessante para quem gosta de jogar ou quer farrear com os amigos na noite, mas não é bem assim. Sim, a cidade atende muito bem a esse público e é realmente um pouco promíscua, tanto que é chamada de Sin City (cidade do pecado) e você encontrará diversas ofertas de shows adultos espalhadas por tudo que é canto. No entanto, ela também tem muito a oferecer as famílias e turistas em gerais.

As grandes atrações são sem dúvida nenhuma os próprios hotéis ao longo da Strip, que são verdadeiros oásis no deserto. Alguns são temáticos e antigos, outros mais modernos e clean, mas independente do estilo, todos possuem algo interessante a oferecer e merecem pelo menos uma visita. Eles são gigantes e foram construídos para oferecer de tudo um pouco aos clientes, de forma que os mesmos passem o maior tempo possível em seus domínios e gastem seu suado dinheiro nos cassinos, shows, restaurantes, etc.. Os hotéis são muito bonitos e na maioria você chega a se perder de tão grande, portanto visitá-los toma muito tempo. Muitos não gostam de Las Vegas por achá-la artificial demais e até certo ponto brega, com seus hotéis temáticos e exagerados. É lógico que é muito mais bacana visitar a cidade verdadeira do que um hotel, mas é tudo tão bem feito que não tem como você não se admirar com a capacidade dos americanos para criar algo tão grandioso e similar. Tem certas horas que você realmente se sente passeando em outro ponto do planeta. O importante é você ir com as expectativas corretas e não ir esperando algo que não é. Vá com a mente aberta! Pense em Las Vegas como um parque de diversões gigante e não espere encontrar história ou passeios culturais, que tenho certeza que você não se decepcionará.

Como são muitos hotéis, vamos começar falando dos que ficam mais ao norte da Strip e de lá vamos descendo. Vou dividir o post em duas partes para não ficar muito grande e cansativo. Para melhor entender, acompanhe pelo mapa abaixo (alguns hotéis mais recentes ainda não constam desse mapa):


O hotel mais ao norte é também o mais alto, por isso muitos vão ao Stratosphere para ter um belo visual da cidade e do relevo em volta. É um hotel antigo e longe da melhor parte da Strip, além de suas lojas serem bem caídas, portanto o único atrativo é exatamente subir na sua enorme torre, que pode ser vista de qualquer ponto da cidade.


O ingresso simples custa US$16, e dá direito apenas a subir, mas se você quiser andar em dos brinquedos no topo da torre, ou pular de bungge jump lá de cima, vai ter que pagar alguns adicionais. Já adianto que para fazer qualquer uma dessas opções é preciso muita coragem, pois é muito alto e não deve ser nada agradável ficar pendurado naquela altura, ou ficar girando em uma cadeira que passa por fora da torre e você fica praticamente solto no espaço. Para vocês terem uma ideia da loucura, vejam essas fotos que eu tirei de um turista pulando lá de cima.


Para os menos corajosos, como eu, só observar a vista lá de cima já basta! Você tem uma visão completa da Strip e seus hotéis, mas o que achei mais bonito foi ver o restante da cidade com as montanhas ao fundo, principalmente no final da tarde, quando o sol fica com um tom avermelhado. Para quem desejar, existe também um restaurante no alto da torre onde você pode observar com calma o visual enquanto come, mas os preços são um pouco salgados. Na minha opinião, o visual do Stratosphere é uma atração imperdível!


O próximo hotel é o Circus Circus, também antigo e ainda muito vendido pelas operadoras brasileiras, mas a localização também é ruim. Na minha opinião, o seu único atrativo é um show circense que acontece várias vezes ao dia, mas mesmo assim achei bem fraquinho. Vale só para quem está com crianças e com tempo sobrando.


Continuando para o sul chegamos finalmente na parte mais nobre e interessante da Strip e onde ficam os hotéis mais novos. Os primeiros são o Encore e Wynn, que pertencem ao mesmo grupo e são muito parecidos. Eles têm um visual bem moderno, arrojado e luxuoso e não são temáticos, seguindo a linha dos hotéis mais recentes da cidade. Por dentro é tudo muito elegante e florido, com seu jardim de inverno e cascatas bem interessantes e diferentes. As flores são realmente lindas e a decoração é toda de muito bom gosto! As lojas seguem a mesma linha chique e são na sua maioria de grife e caras, o que no meu caso significa só observar e apreciar, já que comprar está fora de questão. O cassino também é moderno e interessante, mas existem outros mais bonitos. Os corredores para passear não são muito extensos, portanto dá para visitar esses hotéis em pouco tempo.


Bem em frente ao Wynn fica o Fashion Show Mall, que é uma ótima opção para quem deseja fazer umas comprinhas, já que conta com várias lojas famosas e que fazem sucesso entre os brasileiros – Abercrombie & Fitch, Banana Republic, Gap, Hollister, Levi´s, Mango, Victoria´s Secret, Puma, Apple, etc… Não é um outlet, mas os preços são convidativos.


Na sequência ficam mais dois hotéis que são interligados por dentro: Palazzo e The Venetian. Apesar de serem do mesmo grupo, esse hotéis são bem diferentes entre si, pois foram construídos em épocas distintas e nos estilos que imperavam então. O The Venetian é mais antigo, e como o próprio nome já diz, é todo inspirado na cidade de Veneza. O hotel é lindo e tão bem feito, que você se sente realmente na cidade italiana! Eles reproduziram as praças e até os canais com as gôndolas, que aqui também custam bem caro para dar uma voltinha. As lojas são bem incrementadas e a arquitetura é muito chique. Eu diria que é um dos meus hotéis preferidos na cidade e muito gostoso para se caminhar por dentro. O teto, que é uma marca de vários hotéis da cidade, reproduz o céu de forma muito real, portanto em alguns momentos você tem até a impressão que está caminhando a céu aberto. Para quem gosta, ou nunca foi, no Venetian se encontra também uma das filias do famoso museu Madame Tussauds, com seus bonecos de cera de personalidades famosas.


O Palazzo é bem recente e já segue outro estilo completamente diferente, com um interior mais modesto que lembra mais um shopping center qualquer. Tem até uma cascata bonita, mas sinceramente não achei muita graça nesse hotel e o considerei completamente sem personalidade. Apesar deles serem conectados e parecer ser um só por dentro, as diferenças no estilo são tão gritantes que não tem como você não perceber que está trocando de hotel.


Em frente ficam mais dois hotéis de outro grupo, ambos mais antigos. O primeiro é o Mirage, onde acontece o show do Cirque du Soleil Love, em homenagem aos Beatles, mas que contarei melhor em outro post específico. A decoração do hotel em si não tem grandes atrativos, mas mesmo assim atrai muito jogadores para o seu cassino. Para quem não gosta de jogar, vale a pena visitar sua recepção, que conta com um imenso aquário ao fundo e muito bonito, diversão certa para a garotada. Outra atração interessante para os pequenos é o Jardim Secreto dos mágicos Sigfried & Roy, que é uma espécie de mini zoológico de animais selvagens, como tigres, leões, panteras, etc.. A noite ainda rola um show gratuito a cada 15 minutos, onde eles simulam a erupção de um vulcão com muito fogo e água. Infelizmente acabei esquecendo de tirar mais fotos do hotel. 😦


O outro hotel é o Treasure Island, que tem até uma ligação gratuita com o Mirage através de um monorail, algo muito comum em Las Vegas. É importante ficar atento a esses detalhes, pois você anda muito e qualquer meio de transporte ajuda a descansar um pouquinho. Esse hotel também é antigo e um pouco simples, sendo seu tema principal os piratas. Logo na entrada eles reproduziram uma vila com um lago, navio pirata e uma ponte, de onde é possível assistir a um show gratuito de teatro com fogos de artifício todas as noites em vários horários.


No próximo post eu continuo contando sobre os hotéis localizados mais ao sul da strip. Até lá!



Leia também:

Las Vegas – Dicas de hospedagem
Los Angeles-Las Vegas: uma estrada diferente
Pacific Coast Highway (US1)
Chegando a San Diego
San Diego – Balboa Park e Old Town
San Diego – Centro e Praias
Disneyland
Disney California Adventure
Disneyland – Dicas de Planejamento

 
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Publicado por em Maio 17, 2011 em EUA, Las Vegas

 

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San Diego – Centro e Praias

Continuando nosso passeio pela bela San Diego, um outro local muito bom para se passear a pé, desde que a temperatura esteja agradável, é a região de Embarcadero, que é na verdade a região costeira do centro da cidade banhada pela San Diego Bay. Ao longo da North Harbour Drive existe um calçadão e muitas vagas para estacionar. São vários navios ancorados e alguns disponibilizam passeios, mas não fizemos nenhum. Demos sorte de pegar um dia quente, o que nos permitiu caminhar com calma pelo calçadão.


Nessa avenida fica também o belo prédio da prefeitura de San Diego


Para comer, uma dica é o restaurante Anthony´s Fish Grotto, especializado em frutos do mar, que fica no próprio calçadão e tem uma bela vista da baía. Você pode experimentar o cardápio normal na parte interna do restaurante, ou se quiser ganhar tempo e economizar, experimentar as porções que são oferecidas na parte externa em um esquema fast food. Como o clima estava bom e não queríamos demorar muito, fomos na segunda opção e sentamos em uma mesa bem junto ao calçadão, que foi muito bacana para se observar o movimento.


Ao longo dessa mesma avenida fica outra atração famosa da cidade: o USS Midway Museum. O USS Midway é um porta-aviões aposentado da marinha americana, que acabou virando museu e hoje pode ser visitado. A escolha de San Diego para sediar esse museu não é a toa, já que a cidade é uma importante base naval dos EUA e onde vivem muitos militares. Para chegar lá, você pode estacionar em alguma vaga ao longo da Harbour Drive, que têm parquímetros, ou no próprio estacionamento pago do museu, que custa US$7. A entrada também não é barata e custa US$18 para os adultos e US$10 para crianças a partir de 6 anos. A vantagem é que é gratuito para crianças até 5 anos, que era o caso do meu filho. Apesar do preço, achei que valeu muito a pena, já que nunca tinha tido a experiência de entrar em um porta-aviões de verdade, ainda mais desse porte, e ainda é um ótimo passeio para as crianças.


Já está incluso no ingresso o áudio guia e basta você seguir a numeração das placas e mapas para fazer o tour. Impressionou-me bastante os dormitórios e todas as dependências dos marinheiros, pois apesar do tamanho do navio, é tudo muito apertado e claustrofóbico. Deve ser realmente muito difícil viver ali por tanto tempo no mar.


Na parte central fica um imenso galpão para acesso a todas as dependências do navio e também para expor alguns aviões. O legal aqui é que as crianças podem entrar na cabine de vários aviões e helicópteros, portanto é só diversão. Para quem se empolgar e quiser dar uma voltinha, eles também oferecem alguns simuladores bem reais, só que pagos a parte.


No entanto, a parte mais aguardada é o deck no navio, que é de onde decolam os aviões e fica a torre de comando. Ali ficam expostas mais uma grande quantidade de aeronaves e você pode visitar a cabine do comandante e de comando, que são bem mais agradáveis e espaçosas. 🙂 Além disso, você tem belos visuais da cidade.


Bem ao lado do porta-aviões fica a famosa estátua do marinheiro beijando uma enfermeira, que foi inspirada em uma foto tirada em Times Square na época da segunda guerra mundial, cuja cena ficou famosa mundialmente. A estátua e bem bonita e grande e sua localização ao lado USS Midway não poderia ter sido melhor escolhida.


Ainda no centro, você pode passear pelo Gaslamp Quarter, que já mencionei no post inicial, e é uma região super badalada, cheia de bares e restaurantes. É mais indicada para a noite, mas também é possível dar uma volta de dia para ver melhor a arquitetura das construções.


Para quem gosta de esportes, ali perto fica o estádio de beisebol do San Diego Padres, que é bem bonito. Eu não planejava visitar esse estádio, mas como passei do lado e vi que era possível conhecê-lo sem precisar entrar, logo parei para dar uma olhada e tirar umas fotos. É que existe uma abertura na arquibancada para a praça que fica ao lado, contendo alguns lugares especiais para o público, e de lá é possível ter a visão completa do estádio.


Saindo do centro, um passeio bastante indicado é atravessar a ponte em direção a Coronado, que é uma península situada bem defronte ao centro da cidade, que tem de um lado a baía de San Diego, e do outro o mar aberto. O recomendado é exatamente conhecer esses dois lados de Coronado. Da parte interna você tem todo o visual do belo skyline de San Diego e da baía, sendo muito agradável passar um tempo ali sentado só observando a paisagem. É tão bonito, que encontramos até um casal de noivos tirando suas fotos de casamento por ali. 🙂

Coronado

Noivos tirando fotos em Coronado


Do outro você pode conhecer uma das praias de San Diego, que obviamente no inverno fica vazia. No caminho você atravessa o centro de Coronado, que é todo residencial e cheio de casas interessantes.


Mas quando o assunto é praia, o local mais famoso é La Jolla. Suas praias são as mais badaladas de San Diego e ficam a uns 20 minutos ao norte do centro. Em uma delas é possível ver até leões marinhos. É uma região muito bonita e que merece uma visita!


Essa região é bem diferente do restante da cidade, já que é frequentada pelos ricos e famosos e tudo é muito requintado. A Prospect Street é a rua mais famosa e conta com um comércio interessante, cheio de lojas de grife e galerias de arte. É mais para olhar e apreciar do que comprar, já que os preços são muito caros para meros mortais, mas também é possível encontrar algumas lojas de lembrancinhas mais em conta. É um passeio interessante e que pode ser feito inclusive no caminho para Los Angeles, já que La Jolla fica na mesma direção e a estrada de acesso é a mesma: a I-5.


Esse post encerra os relatos sobre San Diego. Nos próximos, contarei sobre nossa passagem por Anaheim e Disney.


Leia também:

Chegando a San Diego
San Diego – Balboa Park e Old Town
Pacific Coast Highway (US1)
Boston
Washinton D.C.
Chicago

 
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Publicado por em Abril 6, 2011 em Califórnia, EUA, San Diego

 

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San Diego – Balboa Park e Old Town

Uma das grandes vantagens para quem viaja para San Diego com crianças é que tem muita atração legal para eles, já que a cidade é bem “child friendly”. Basta olhar para suas principais atrações para perceber que as crianças vão adorar, pois quase todas são indicadas para eles. Uma das principais é o parque Sea World, mas que nós não fomos por ser bem parecido com o de Orlando. Mas engana-se quem pensa que só tem atração para crianças, pois os adultos também curtem.

Outra grande atração turística de San Diego é o Balboa Park, que é considerado o maior parque urbano cultural dos EUA. Não é para menos, pois são 15 museus para todos os gostos, belos jardins, exposições e um zoológico. É um parque muito agradável para se passear e curtir, mas o difícil é escolher o que visitar.

Balboa Park


A principal atração é sem dúvida nenhuma o famoso e imperdível San Diego Zoo, que é mundialmente conhecido pela variedade de sua fauna e organização. Seu garoto propaganda é o urso panda, que além de simpático é muito raro em zoológicos, o que faz com que sua área seja uma das mais disputadas. O meu filho adorou!!!


A entrada é um pouco salgada e custa US$40 para os adultos e US$30 para as crianças até 11 anos, mas mesmo assim fica bem cheio e valeu a pena. Ela dá direito a usar o ônibus circular e também o teleférico para se locomover, o que é de grande ajuda nas distâncias maiores. O zoológico é realmente imenso e não conseguimos nem percorrer ele todo, mesmo com todos esses meios de transportes disponíveis. Tudo é muito bem organizado e limpo e dá até gosto passear.


Além dos bichos tradicionais que estamos acostumados a ver aqui no Brasil, o zoológico conta com muitos animais diferentes, o que é o maior barato para crianças e adultos. Foi muito legal poder ver de perto alguns deles, como o canguru, koala, urso polar e panda. Aliás, esses koalas são meio preguiçosos, pois estavam quase todos dormindo, mas conseguimos pegar um fazendo sua refeição. 🙂


Os outros animais também são muito bem cuidados e expostos.


Como todo bom local turístico americano, o zoológico também conta com várias lojinhas vendendo as mais diversas lembrancinhas.

No próprio Balboa Park visitamos também o Museu de História Natural, que apesar de bonito, nos decepcionou um pouco pelo seu tamanho reduzido. Para quem conhece os de Nova York e Washington, esse museu é bem acanhado, principalmente pelo preço que eles cobram (US$17).


Compensou pelo fato de que meu filho adorou a exposição de lagartos e cobras vivos, mas sinceramente não acho que valha muito a pena para quem já conhece esses outros museus. A seção de pedras preciosas é bem bonita, apesar de pequena também.


Não muito longe do Balboa Park – aliás nada é muito longe em San Diego – fica a simpática Old Town, que foi o local do primeiro assentamento espanhol na Califórnia e onde a cidade nasceu. Devido ao seu lado histórico, os americanos transformaram essa região em um parque histórico turístico e cuidam para que suas construções históricas sejam bem preservadas, o que eles sabem fazer muito bem. O local é muito bacana e você se sente entrando naquelas cidades que estamos acostumados a ver somente em filmes, com sua delegacia, banco, igreja, etc.. Algumas das casas foram transformadas em lojinhas de artesanato e ainda tem uma área com um palco para shows. Como fomos de manhã, estava tudo vazio, mas dizem que a noite a vila fica bem cheia e dá para provar algumas comidas típicas.


No próximo post eu vou contar sobre as outras atrações de San Diego. Fique ligado!


Leia também:

Chegando a San Diego
San Diego – Centro e Praias
Pacific Coast Highway (US1)
Boston
Washinton D.C.
Chicago

 
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Publicado por em Abril 1, 2011 em Califórnia, EUA, San Diego

 

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