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Fernando de Noronha – Parte 1

Em novembro de 2007 tive o privilégio de conhecer Fernando de Noronha, essa ilha paradisíaca do litoral brasileiro. Em virtude de tudo que já tinha ouvido sobre Noronha, as minhas expectivas eram altas e posso dizer que foram completamente atendidas. Passamos 4 dias maravilhosos!!!

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Para chegar na ilha, você pode pegar um voo da Varig de Recife ou da Trip de Recife ou Natal. Eu utilizei as minhas milhas smiles e fiz conexão em Recife. Para quem tem medo de avião pequeno, o voo da Varig é feito em um boeing grande e leva em torno de 1 hora de Recife, ou seja, não tem desculpa!

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As paisagens do avião na chegada a ilha não poderiam ser mais convidativas

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Para ficar em Noronha, você tem que pagar uma taxa por pessoa para cada dia na ilha, sendo que a mesma vai subindo exponencialmente quanto maior for o tempo. Eu paguei a taxa pela internet no site do governo de pernambuco e sugiro que todos façam o mesmo, pois evita a fila de pagamento no aeroporto e poupa tempo na sua chegada. Para maiores detalhes práticos sobre Noronha, consulte esse post da Carol Wieser, que fala tudo que você precisa saber.

Eu fiquei hospedado na Pousada do Monsier Rocha, que como a maioria das pousadas em Noronha, é familiar e sem grandes luxos. Eu gostei muito e recomendo, pois ela tem tudo que você precisa e é muito bem cuidada e limpa. Os quartos tem ar condicionado e são bastante espaçosos, a pousada tem poço para o caso de faltar água na ilha e o café da manhã é básico, mas atende. Ela fica bem próxima a Vila dos Remédios.

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Quarto da pousada


O seu Rocha, dono da pousada, é super cuidadoso e está sempre por perto, faz os translados para o aeroporto e ainda aluga uns bugres novinhos.

Aliás, uma dica para deslocamento é justamente alugar um bugre, que custava em torno de R$110 a diária na época. As praias são longe uma das outras e apesar da estrada de asfalto que atravessa a ilha (a BR-363, a menor do país – 7 Km), os acessos as praias são feitos por estradas de terra extramamente esburacadas e com muita pedra, ou seja, somente passa bugre. Existem ônibus públicos que percorrem a BR, mas eles não saem do asfalto, portanto você tem que caminhar um bom pedaço até as praias se tiver sem bugre.

Bugue do seu Rocha

Bugue do seu Rocha


Outra opção para quem está sem tempo é fazer o passeio ilha tour, que pode ser combinado com qualquer bugueiro da região. Esse passeio dura o dia inteiro e o guia de te leva para conhecer as principais praias da ilha, só que é tudo muito rápido e você tem pouco tempo para curtir, potanto só recomendo para quem só vai passar 1 dia na ilha, ou quer conhecer um pouco de tudo no primeiro dia para voltar com calma nas praias que mais gostou nos dias restantes.

Aliás, se o seu roteiro só prevê 1 dia inteiro na ilha (muitos pacotes de operadora são assim), arranje mais tempo ou não vá, pois você vai pagar caro e não vai aproveitar. Sugiro pelo menos 3 a 4 dias inteiros para poder aproveitar.

A Vila dos Remédios é bem pequena e só existe um banco Real na ilha, portanto leve um pouco de dinheiro, pois alguns restaurantes e passeios não aceitam cartão de crédito.

Banco Real

Banco Real


Como chegamos no final da tarde, só deu tempo para dar uma volta pela vila e depois curtir o lindo pôr-do-sol na barraca da praia da conceição, que fica de frente para o morro do pico. A paisagem com o sol se pondo na água ao lado do morro é imperdível!!! Até hoje foi o pôr-do-sol mais bonito que já vi! O que poderia ser melhor do que essa recepção?

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Nos próximos posts eu conto um pouco mais sobre as praias e passeios de Noronha.

Outros posts de Fernando de Noronha:
Passeio de Barco em Noronha
Praia do Sancho e Baía dos Porcos
Praia da Atalaia
Noronha além das praias

 
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Publicado por em Maio 22, 2009 em Brasil, Fernando de Noronha

 

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Cervejas chilenas

Quando se pensa em bebida chilena a maioria só lembra dos vinhos e do pisco sour. Apesar da falta de tradição, existem diversas marcas de cervejas chilenas, o que pode ser comprovado em qualquer mercado de Santiago.

Na rua e nos restaurantes é muito comum encontrar as cervejas mais comerciais do país: Cristal e Escudo. Ambas são cervejas pilsen, similares as cerveja mais comuns do Brasil.

No entanto, as melhores cervejas chilenas, assim como acontece na maioria dos países, são as artesanais. Essas cervejas são normalmente produzidas em menor escala e com ingredientes e preparação mais sofisticadas. Encontrei uma série dessas pela cidade e a maioria é produzida no sul do Chile.

A Kustmann é produzida em Valdivia e pode ser encontrada em 4 tipos: Torobayo Ale (Pale Ale), Lager, Miel e Bock.

Cerveza Kungstmann

Só tive a oportunidade de provar a Torobayo Ale e Lager e posso afirmar que são muito boas, principalmente a primeira. Não sou nenhum especialista em degustação de cervejas, apenas adoro experimentá-las e curtí-las, mas posso afirmar que a Torobayo Ale não deixa nada a desejar a outras cervejas famosas que já provei. A Miel, como o próprio nome já diz, contém mel e não tive muita vontade experimentá-la não, pois achei que deveria ser muito doce.

Outras grandes marcas são a Austral de Punta Arenas e a Kross, mas infelizmente não tive a oportunidade de experimentá-las.

Cerveza Austral

Se desejar conhecer mais sobre as cervejas do chile e de outros países, segue um site com um ranking das melhores cervejas em cada país.

Posts da viagem a Santiago:
Santiago – Chegada
Como andar em Santiago
Santiago – Passeando pelo centro
Santiago – Outros passeios
Restaurantes em Santiago

 
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Publicado por em Maio 19, 2009 em Chile

 

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Restaurantes em Santiago

Quando estava programando a minha viagem para Santiago, eu já sabia que a escolha dos restaurantes seria uma das tarefas mais difíceis, pois existem muitas opções boas. Santiago é uma cidade com bastante tradição em frutos do mar e naturalmente os melhores restaurantes seguem essa linha, mas também existem outras opções boas para quem não é muito chegado.

Depois de pesquisar muito, selecionamos os que mais nos agradavam e partimos para o corte final (com muita pena!!!). Como iríamos fazer somente 4 refeições na cidade, tivemos que escolher bem para não errar e não nos decepcionar. Focamos na especialidade local, pois adoramos peixes e frutos do mar.

Bem, vamos ao que interessa! O primeiro restaurante do nosso tour gastronômico foi o almoço no Azul Profundo (Calle Constitución, 111) no bairro de Bellavista bem na esquina com a calle Dardignac.

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É um restaurante de frutos do mar conhecido com paredes azuis e toda a decoração lembrando o fundo do mar. O ambiente é bem agradável e informal e a comida também. Uma das curiosidades do local é a porta para os banheiros, que lembram a de um submarino azul. 🙂

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O couvert é gratuito, como na maioria dos restaurantes da cidade, e era composto por pães, manteiga e molho. Pedimos também umas empanadas de camarão de entrada (muito boas!).

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Para beber fui no Pisco Sour (veja foto acima), que é uma bebida tradicional a base de pisco, uma aguardente peruana feita da uva. A bebida também contém suco de limão, clara de ovo e açúcar, lembrando muito a nossa caipirinha, mas mais doce. Que delícia!!! Não preciso nem falar que essa foi a minha bebida durante o restante da viagem e recomendo que todos experimentem.

Para o prato principal, resolvemos dividir um mix de pescados para dois, que vinha com 4 tipos de peixe (salmão, linguado, tubarão e corvina), acompanhados de batata assada, creme de espinafre e tomate.

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O filé de tubarão é um pouco mais encorpado que os outros e tudo estava uma delícia. Pagamos em torno de 26.000 pesos (R$ 100).

A nossa próxima experiência foi no restaurante Mare Nostrum (La Concepcion, 281), que fica no bairro da Providência muito próximo ao nosso hotel.

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Nessa mesma rua fica um restaurante mais famoso que se chama Aquí está coco, mas infelizmente o mesmo pegou fogo no passado e ainda não reabriu as portas.

O ambiente do Maré Nostrum é um pouco mais formal e não tem nada de especial na decoração, mas a comida e serviços são bons. Infelizmente me esqueci de tirar fotos dos pratos, mas pedimos uma massa de frutos do mar e um linguado com frutos do mar grelhados. A comida estava boa e o pisco sour foi o melhor que tomei. Gastarmos 26.800 pesos (R$ 103).

No dia seguinte fomos almoçar no tradicional Mercado Central, mais precisamente no restaurante Donde Augusto.

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Esse é um restaurante tradicional de frutos do mar e bem turístico. Quando você chega os garçons ficam te empurrando uma mesa e você acha que está entrando em uma furada. Apesar do clima turistão e da comida não ser do mesmo nível de outros restaurantes, vale como uma atração turística a ser experimentada.

O couvert é simples e também é gratuito…

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Pedimos de entrada umas empanadas de camarão com queijo, que são muito boas, só que só chegaram depois da comida, ou seja, não teve nada de “entrada”. De qualquer forma, recomendo-as.

Como prato principal, resolvemos não arriscar e ficar no linguado, mas existem diversas opções de frutos do mar diferentes para serem experimentados, caso você esteja disposto a gastar um pouco mais. O prato tradicional é a famosa centolla , que é um caranguejo gigante muito comum no Chile.

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Depois que o bicho tira as famosas fotos para posteridade, o garçom começa a cortá-lo todo e servir no prato a carne já prontinha para comer.

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Para quem quiser, fica aí a dica. No final gastamos um pouco mais de 24.000 pesos (R$ 92).

Como a nossa experiência gastronômica tinha que terminar com chave de ouro, fomos jantar no último dia no famoso restaurante Como água para chocolote (Calle Constitución, 88), que fica em Bellavista quase em frente ao Azul Profundo. Ele é baseado no filme mexicano de mesmo nome tem ambiente super charmoso e romântico.

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Se você quiser uma refeição romântica, esse é o restaurante! É bom fazer reserva, pois fica cheio. Como não tínhamos feito reserva, chegamos cedo e pegamos um mesa no mezzanino, o que foi bacana para ter um visual completo do restaurante. A decoração lembra uma pequena vila mexicana, com uma pequena fonte e tudo.

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O couvert vem com pedaços de pão e uma pasta de ervas finas.

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Para o prato principal, pedimos um congro gratinado (Congrio Almendrado al Gratén)

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E um linguado flambado com arroz criollo (não lembro do nome original do prato). O linguado vem abafado em um papel alumínio e a garçonete faz um pequeno show…

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Ambos sensacionais! Eu comi o congro e posso afirmar que foi um dos melhores que já comi na vida!

De sobremesa, pedimos fondue de chocolate com frutas.

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Como bom chocólotra, devo admitir que o chocolate não tinha nada de especial, mas foi um bom fechamento para essa refeição maravilhosa. A conta foi 28.500 pesos (R$ 110).

Além desses restaurantes, segue uma lista de alternativas bem indicadas e que faziam parte da nossa lista original, mas que infelizmente não pudemos degustar:

Frutos do mar
Aqui está coco (Calle La Concepción 236)
Mestizo (Av. Del Bicentenario, 4050)

Peruano
Astrid y Gastón (Av. Antonio Bellet 201)
La Mar Cebicheria (Av Nueva Costanera 3922)

Italiano
Nolita (Isidora Goyenechea, 3456)

Carnes
Patagonia (José Victorino Lastarria, 96)
Ponle Cacao (Calle Francisco Bilbao, 505, Providencia)

Diversos
BordeRio (Av. San Jose María Escrivá de Balaguer Nº 6.400 • Vitacura) – complexo com restaurantes de vários tipos
Gatopardo (José Victorino Lastarria, 192) – Buffet

Outros posts da viagem a Santiago:
Santiago – Chegada
Como andar em Santiago
Santiago – Passeando pelo centro
Santiago – Outros passeios

 
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Publicado por em Maio 18, 2009 em Chile, Restaurantes, Santiago

 

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