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Segóvia



Durante a nossa passagem por Madri, decidimos fazer 2 bate-volta à cidades relativamente próximas. Como já conhecíamos Toledo, o nosso primeiro passeio foi até a linda cidade de Segóvia. A cidade é pequena e dá para conhecê-la tranquilamente em poucas horas, portanto não é necessário nem passar o dia inteiro. Chegar lá é bem fácil! Da estação de trem Chamartin partem vários trens rápidos por dia e o trajeto leva apenas 30 minutos. O bilhete custa €10,60, mas dependendo do horário e do trem pode custar até o dobro, portanto fique atento aos horários. Dê preferência aos trens do tipo AVANT, que são os mais baratos. Para consultar todos os preços e horários, acesse o site da companhia espanhola Renfe. Se você não tem bilhete, então chegue pelo menos uns 30 a 40 minutos antes na estação para comprar, pois a fila pode estar grande e você não corre o risco de perder o trem. Repare que sempre existe uma fila especial mais rápida para a venda de bilhetes para os trens mais imediatos, portanto tome cuidado para não perder tempo na fila a toa.

Os trens são super modernos e confortáveis, portanto a viagem passa rápido. Na estação de Segóvia tem um posto de informações onde você pode pegar gratuitamente um mapa turístico da cidade. Como a estação fica um pouco afastada do centro da cidade, é necessário pegar um dos ônibus da linha 11 que ficam em frente à estação. Eles custam €0,84 e os horários são sempre casados com os dos trens, portanto sempre existirá um ônibus partindo logo depois da sua chegada. Eles levam uns 15 minutos até o centro e você deve observar logo os horários de volta para poder se planejar.


O bom é que ao descer do ônibus você já dá de cara com o mais famoso cartão postal da cidade, o Aqueduto Romano. Essa obra de engenharia do império romano é realmente impressionante, principalmente sabendo-se que foi construída no século I e com a tecnologia da época. São 800 metros de largura e 29 de altura de blocos de pedra, que durante 18 séculos foram responsáveis por abastecer a cidade de água proveniente de mais de 15 km de distância. A vista do Aqueduto é realmente impactante e você acaba ficando um tempo paralisado até absorver tudo.


Se desejar ter uma visão diferente dele, existe uma escada no canto direito de quem entra na cidade, que permite você observar o Aqueduto de cima. De lá também é possível ter um belo visual da praça em frente, que é de onde parte o ônibus de volta até a estação de trem.


Em seguida você deve subir a Calle de Juan Bravo, que é a rua que vai te levar até as outras grandes atrações. Essa rua é bem agradável, apesar da subida, e tem várias lojas, restaurantes e docerias.


Chegando na Plaza Mayor, você se depara com a Catedral de Santa Maria de Segóvia, que é lindíssima por dentro e por fora. Foi construída no século XVI e tem uma mistura de estilos arquitetônicos. Sua grandiosidade impressiona, mas o que mais me surpreendeu foi a beleza de suas capelas. São várias ao longo da nave principal e cada uma mais bonita do que a outra. Quando você entra em uma capela, a iluminação é automaticamente acionada, o que dá um toque especial às obras. Imperdível! Ela fica aberta de 9h30 à 17h30 no inverno e 9h30 a 18h30 no verão.


Seguindo mais adiante pela Calle de Daoiz, você chega na última grande atração da cidade, o Alcázar. Esse belo castelo serviu durante anos como a residência oficial do Reino da Castela até a transferência da corte real para Madrid, quando passou a funcionar como a Real Escola de Artilharia e depois Colégio Militar. Somente em 1931 foi declarado monumento histórico e cultural. A única parte chata de se conhecer o castelo é que a Calle e Daoiz é uma descida, que depois terá que ser vencida no sentido contrário até o centro. Em compensação, chegando lá em baixo você tem belos visuais da cidade e da região ao redor, além do belo Alcázar. O palácio costuma ficar cheio de turistas, principalmente excursões, portanto fique atento para não perder o horário de volta.


Depois do belo passeio é só voltar pelo mesmo caminho até a praça em frente ao Aqueduto para pegar o ônibus. Nós não comemos na cidade, mas Segóvia é muito famosa pelo seu cochinillo, que é um leitão inteiro assado e muito saboroso. Um dos locais mais tradicionais para se provar essa iguaria é o Restaurante José Maria. Para conhecer melhor como é essa experiência, veja os posts dos excelentes blogs Sundaycooks, do casal Fred e Natalie, e Achados, da Adriana Setti.

Próxima parada: Salamanca.



Leia também:

Madri: Informações Práticas
Uma volta por Madri
Madri: Onde comer
Salamanca
Barcelona

 
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Publicado por em Fevereiro 5, 2011 em Espanha, Segóvia

 

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Uma volta por Madri

Assim como fizemos em Roma, em Madri nossa preocupação não era bater ponto em todos os pontos turísticos, mas sim voltar em alguns deles e aproveitar para curtir a vida da cidade com mais calma. A nossa outra passagem pela cidade foi bem corrida e só deu tempo para conhecer os pontos básicos, portanto queríamos mais tempo para conhecer outros quesitos da capital espanhola.

Devo admitir que nossa impressão sobre Madri não foi das mais favoráveis na viagem anterior, pois era nossa primeira experiência na Europa e acabamos deixado-a para o final da viagem, quando já havíamos passado por cidades mais bonitas e encantadoras. Anos depois e com bem mais bagagem de Europa, a experiência foi bem diferente! A cidade tem uma energia impressionante e não pára, nem durante a madrugada. A maioria das grandes cidades européias ficam um pouco mortas no final da noite, já que normalmente eles jantam e dormem cedo. Isso não acontece em Madri, ou em Barcelona, onde mesmo de madrugada o movimento é imenso no centro da cidade e principalmente nas áreas bôemias. A Puerta del Sol, onde ficamos hospedados, é um exemplo claro disso. Qualquer hora do dia ou da noite está sempre cheia! A praça é bonita e vale uma visita nos dois horários para você sentir melhor o clima da cidade.


Seguindo um pouco mais adiante pela Calle Mayor, você se depara com a Plaza Mayor, que é um dos principais cartões postais da cidade. A arquitetura das construções em volta é muito bonita e vala a pena passar um tempo por ali para ficar observando e admirando. Só tome cuidado com os restaurantes ao redor da praça, pois são na sua maioria autênticas armadilhas para turistas, com preços muito caros e comida ruim. Se for sentar, fique só na bebida, e mesmo assim veja o preço antes para não tomar um susto depois!


Ao lado da praça fica o Mercado de San Miguel, que foi recentemente reformado e tem ótimas comidas e bebidas para um lanche. É o local ideal para se comer as boas e famosas “tapas”, mas vou falar mais sobre isso no próximo post, onde darei dicas sobre onde comer em Madri.

Seguindo mais adiante você chega no famoso Palácio Real e na Catedral de La Almudena. O palácio é para mim uma visita imperdível e por esse motivo foi uma das atrações que decidimos voltar. Ele ainda é utilizado atualmente para receber as visitas oficiais e é impressionante a riqueza de suas salas e decoração! Infelizmente não é permitido tirar fotos em seu interior. O único problema é a fila que se forma para comprar o ingresso, que pode ser bem grande na alta temporada. A entrada custa €8 e dá acesso aos salões oficiais, farmácia real e armas reais. Caso você deseje uma visita guiada, o valor da entrada sobe para €10. Fica aberto de 9h às 18h no verão (Abr-Set) e 9h às 17h no inverno (Out-Mar).

Palácio Real

Palácio Real

Catedral de La Amudena

Jardines Lepanto


Ainda no centro, não deixe de passear pela Gran Via, que é a principal avenida e tem muitas lojas. Para comprar e curtir o movimento, recomendo a Calle Preciados, que é uma rua de pedestres que liga a Gran Via a Puerta del Sol e tem todas as lojas de marcas famosas, como Zara, Mango, H&M e a loja de departamentos El Corte Inglês. A rua está sempre muito movimentada e é bem gostosa para se caminhar.

Calle Preciados


Se você gosta de museus, Madri é um excelente local para se apreciar o mundo das artes. A cidade conta com 3 museus famosos, mas que nessa nossa passagem pela cidade não tivemos tempo para visitar. A vantagem é que eles ficam próximos, praticamente ao longo da rua Paseo del Prado. O mais famoso e importante é o Museu do Prado, que abriga pinturas e esculturas de diversos artistas de renome, como Francisco Goya, Velasquez, El Greco, etc.. Os outros dois são o Museu Thyssen-Bornemisza, que abriga grande parte da coleção de arte da família Thyssen-Bornemisza, e o Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia, que é considerado um dos melhores museus de arte moderna da Europa.

Museu do Prado (foto: commons.wikimedia.org)


Outra atração bacana é passear pelo bonito Parque del Retiro, que também fica próximo ao centro é um dos locais preferidos dos madrilenhos para descansar e curtir um pouco a natureza.


Para quem gosta de futebol, ou está com crianças, um passeio imperdível é visitar o estádio Santiago Bernabéu, sede do Real Madrid, um dos times mais famosos do mundo. O preço é um pouco salgado (€16 por pessoa), mas nós gostamos bastante. Para chegar lá basta tomar o metrô e saltar na própria estação Santiago Bernabéu, que fica em frente.


Além de ver o belo estádio das arquibancadas, o tour inclui uma visita ao excelente museu do time, tribuna de honra, vestiário, sala de entrevista coletiva e você ainda pode dar uma pisadinha no gramado lateral do campo e se sentar no banco de reservas. O meu filho simplesmente adorou essa última parte e chegou até a simular um jogo real de futebol. Ficou super empolgado com tudo! É impressionante a excelente estrutura que esses times possuem, tudo muito moderno e prático e bem diferente da realidade dos times brasileiros. Apesar de já ter visitado alguns estádios europeus, não me canso de admirar quando conheço um novo. A experiência é muito legal e recomendo a todos.


Madri tem outras tantas atrações, mas acredito essas sejam as básicas para se conhecer em uma primeira visita. No próximo post eu dou algumas dicas de onde se pode comer bem na cidade. Até lá!


Leia também:

Madri: Informações Práticas
Madri: Onde comer
Segóvia
Salamanca
Barcelona

 
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Publicado por em Janeiro 27, 2011 em Espanha, Madri

 

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Milão

De Florença até Milão são apenas 1h45 de trem rápido e a passagem de 2º classe custa em média €52, mas depende muito da época e da antecedência com que você compra. O ideal é tentar compra antes no site da Trenitalia, sempre lembrando de informar o nome Firenze no lugar de Florença. Eu disse “tentar”, pois comprar no site da Trenitalia é umam tarefa árdua e quase sempre eles negam o seu pagamento, mesmo não havendo problema nenhum com o seu cartão de crédito. Dá para notar claramente alguma restrição com os brasileiros, mas eles negam. Se você tiver paciência e sorte, pode ser que consiga. Eu tentei várias vezes com usuários e cartões diferentes e depois de muitas tentativas consegui comprar. Uma dica para quem está com crianças é que eles oferecem uma tarifa especial chamada “Familia” para grupos de 3 a 5 pessoas com pelo menos um menor de 12 anos, que tem um desconto de 20% para todos, mais o desconto normal de 50% para a criança.

Chegamos em Milão na bela estação central, que é bem moderna e me pareceu bastante funcional.


O bom é que tem uma estação de metrô embaixo que te leva aos principais pontos da cidade. Se você for andar bastante de metrô, o que recomendo se você não ficar bem no centrão turístico, então o ideal é comprar o passe diário por €3, já que o bilhete individual custa €1 e com apenas 3 viagens ele já se paga.

Assim como em Roma, os hotéis em Milão também são bem caros, especialmente se você der o azar de estar lá na mesma época de uma feira de negócios importante, quando os preços disparam. A cidade respira negócios e lembra muito São Paulo nesse sentido. Ficamos hospedados no Hotel Nuovo Marghera e demos sorte de encontrar um hotel com um preço bem em conta em uma localização muito boa. Ele fica literalmente ao lado da estação de metrô Wagner, que fica somente a 6 estações da Duomo (sem baldeação), portanto você não anda nada para chegar ao centro turístico e ainda é bem cômodo para quem chega com mala de metrô, apesar da estação Wagner não possuir escadas rolantes para a rua. Os quartos são ótimos e o atendimento também. Os únicos pontos contra são o elevador minúsculo, muito comum na Europa, e o café da manhã, que era apenas razoável e terminava muito cedo.


Milão é famosa pela sua elegância e um dos centros do mundo da moda. Isso pode ser facilmente observado pelas ruas, não só pelas vitrines das lojas, mas pelo vestuário da população em geral no centro da cidade. Todos andam super bem vestidos e parece até que você está no meio de um desfile de moda! Se eu já não soubesse de sua fama, acharia até que estavam filmando alguma cena por ali. Fico imaginando o quanto eles gastam para manter esse visual, já que os preços são bem salgados!


O passeio de qualquer turista pela cidade sempre começa pela Piazza Duomo, que é o coração turístico da cidade. De um lado está o famoso e imponente Duomo (A), que realmente é deslumbrante por fora. O seu interior também é grandioso, apesar de não tão bonito quanto os de outras cidades italianas, mas foi o maior que visitamos. Se você for visitar a cidade, vale a pena dormir pelo menos uma noite só para ter a oportunidade de ver o Duomo iluminado, que também é uma bela imagem!

Piazza Duomo


Do seu lado esquerdo do Duomo se encontra a também famosa Galleria Vittorio Emanuele (B), com suas várias lojas de grife. A galeria é realmente muito bonita e mesmo que você não vá comprar nada, vale a pena dar uma volta.


Saindo pela parte de trás da galeria, você se depara com o Teatro La Scala (C), também mundialmente famoso. Se desejar, também é possível assistir a algum espetáculo ou fazer um tour, mas estava fechado quando passamos por lá.


Caminhando pela Via Alessandro Manzoni, aproveite para observar as ruas e vitrines, pois você chegará no ponto que eles chamam de Quadrilátero da Moda (D), que são alguns quarteirões delimitados pelas ruas Via Alessandro Manzoni, Via della Spiga, Via Pietro Verri e Via Monte Napoleone. Nessas ruas se encontram as lojas de grife mais chiques da cidade, como Gucci, Armani, Versace, etc… É interessante ver como os ricos vivem, mas sinceramente não achei nada demais andar por toda essa região, já que as lojas são muito repetitivas e tudo parece um pouco irreal e irracional. A não ser que você tenha muito grana e vá realmente fazer compras, sugiro você andar apenas por uma dessas ruas para ter uma ideia e matar sua curiosidade, e não perder muito tempo por ali.

Via Alessandro Manzoni

Via della Spiga

Via Pietro Verri


Pegando o metrô até a estação Cairolli Castello, ou andando a pé, você pode visitar o imponente Castello Sforzesco (E), que além de um museu possui um belo parque ao fundo, também conhecido como Parco Sempione, onde os milaneses gostam de sentar e descansar.

Foto: viagenslacoste.blogspot.com


Para encerrar o passeio, uma das atrações mais disputadas da cidade é a igreja Santa Maria della Grazie (F), onde fica a famosíssima pintura “A Última Ceia” de Leonardo da Vinci. A igreja funciona de terça a domingo de 8h15 as 19h e a entrada é limitada para grupos pequenos e previamente reservados no site oficial aqui. O bilhete custa €8 e deve ser adquirido com bastante antecedência, especialmente na alta temporada. Eles só abrem para reservas 3 meses antes, mas esgota rápido. No site são informadas as datas de abertura de reservas para os próximos meses. Infelizmente eu não sabia dessas datas e quando fui reservar apenas 5 dias depois da abertura e 3 meses antes da minha viagem, já estava tudo esgotado, portanto fica aí a dica! Fica para uma próxima oportunidade.

Foto: famouswonders.com


Milão tem restaurantes bastante interessantes, mas infelizmente mais caros que os das outras cidades italianas. Tínhamos uma boa indicação, mas acabamos entrando por engano em um restaurante vizinho com nome bem parecido, que acabou se provando uma bela de uma furada! Comida regular e preço caro. No entanto, seguindo uma indicação da revista VT e do Frommer´s, fizemos um lanche rápido na excelente Panzerotti Luini (Via Santa Radegonda, 16), que existe desde 1948 é uma espécie de padaria lanchonete com excelentes paninis, panzerottis (uma espécie de pizza frita crocante) e mais alguns petiscos interessantes e bonitos. Ainda por cima são baratos! Fica bem ao lado da Piazza Duomo e é uma excelente opção para matar a fome!


Como Milão era nossa última cidade na Itália, tínhamos que pegar um avião para a Espanha. O aeroporto Malpensa fica muito longe de Milão, portanto você tem que sair com bastante antecedência. O bom é que existem transfers de ônibus e trem desde o centro da cidade. O trem é um pouco mais caro, mas mais rápido e confortável e foi o nosso transporte escolhido. Eles saem de meia em meia hora da estação de trem Milano Cadorna, que também fica no centro da cidade bem ao lado do Castelo Sforzesco e somente a 3 estações de metrô do nosso hotel. Do lado esquerdo da estação tem uma sala e plataforma exclusivas para o Malpensa Express e é bem fácil de achar. Os bilhetes custam €11 e podem ser comprados com antecedência e não tem horário marcado. Se você estiver com crianças, existe também um bilhete familiar que dá um desconto para toda a família. Alguns trens são diretos e outros param em algumas estações, mas na média levam uma meia hora até o aeroporto, o que é bem rápido para a distância. Os trens são super confortáveis e modernos e gostamos muito dessa opção de transfer, principalmente meu filho, já que o trem tinha dois andares e ele adorou a novidade!


Bem, assim terminamos a nossa odisséia italiana e fomos para o próximo país da viagem. Arrivederci Itália!!! Vamos sentir saudades!



Leia também:

Chegando a Roma
Um dia em Roma

 
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Publicado por em Janeiro 13, 2011 em Itália, Milão

 

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