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Pacific Coast Highway (US1)

Para terminar essa mini série sobre os EUA, não vou falar de uma cidade específica, mas de uma estrada muito legal e cênica ao longo da costa oeste do país, mais precisamente da Pacific Costa Highway, também conhecida como US1. Essa estrada liga as duas maiores cidades da Califórnia: São Francisco e Los Angeles, e tem várias atrações bacanas no caminho. Para quem conhece, essa estrada lembra muito a nossa Rio-Santos, só que bem mais segura e sem os buracos. Como a estrada é longa (710 Km) e tem muita coisa para fazer, o ideal é dormir pelo caminho e passar pelo menos uns 3 dias na estrada. Eu fiz em 2 dias, mas foi bem corrido e não conheci tudo que desejava.

Para fazer o trajeto entre essas duas cidades também existem a Highway I-5 e a US101, ambas bem mais rápidas, mas não tão bonitas. Elas são ideais apenas para quem está sem tempo ou não se interessa em conhecer nada pelo caminho. Segue uma mapa de todo o trajeto para você poder acompanhar melhor a narrativa.


Mais uma vez vou ter que ilustrar esse post com fotos da internet, pois fiz essa viagem em 2002 e minha máquina ainda não era digital. Tenho bastante fotos impressas, mas a qualidade já não é mais a mesma.

Saindo de San Francisco (A) a primeira parada interessante é Monterey (B), que fica a 190 Km (2 horas) de distância. É uma cidade muito bonita e com um píer interessante, onde é possível comer bons frutos do mar nos diversos restaurantes. Uma das atrações mais legais é o Monterey Bay Aquarium, que é bem grande e tem bastante espécies marinhas.

Pacific Coast Highway US1

Monterey Pier

Pacific Coast Highway US1

Monterey Pier

Pacific Coast Highway US1

Monterey Pier

Pacific Coast Highway US1

Monterey Aquarium

Pacific Coast Highway US1

Monterey Aquarium


Seguindo um pouco mais adiante (8 Km – 10 minutos) você chega em Carmel-by-the-sea (C), uma das cidades mais charmosas da região. É aqui que todos os ricos e artistas possuem casas e a cidade tem um clima bem chique. Um dos mais famosos residentes é o Clint Eastwood. Eu diria que é a Búzios da Califórnia e a rua principal é bem gostosa de se caminhar, com diversas lojas e restaurantes. A praia não é lá essas coisas, mas ninguém se importa muito com isso! 🙂

Pacific Coast Highway US1

Carmel

Pacific Coast Highway US1

Carmel

Pacific Coast Highway US1

Carmel

Saindo de Carmel você entra, na minha opinião, no trecho mais bonito da estrada, também chamado de Big Sur (D). Depois de 45 Km a estrada vai rodeando as montanhas e você se depara com vistas estonteantes. São muitas curvas e deve-se redobrar a atenção na direção, pois são tantas as paisagens bonitas que você acaba esquecendo da estrada! 🙂 Esse trecho além de grande, acaba sendo o mais demorado, pois você para o tempo todo no acostamento para tirar fotos. Existem várias pontos na estrada específicos para essas paradas.

Pacific Coast Highway US1

Big Sur

Pacific Coast Highway US1

Big Sur

Pacific Coast Highway US1

Big Sur

Pacific Coast Highway US1

Big Sur

Pacific Coast Highway US1

Big Sur

Pacific Coast Highway US1

Big Sur


Depois desse longo trecho (102 Km), você chegará na região de San Simeon (E), onde fica o famoso Hearst Castle. Aqui é um bom local para dormir a primeira noite, pois os hotéis são baratos e você já estará cansado de tanta estrada. O lado ruim é que não tem nada para fazer a noite. Na baixa temporada não é necessário fazer reservas antecipadas e você pode deixar para decidir onde dormir de acordo com o seu progresso. Se dormir aqui, você poderá conhecer o Hearst Castle pela manhã, já que ele fecha cedo. O Hearst Castle é na verdade a mansão do magnata das comunicações William Randolph Hearst, que virou um museu após a sua morte. Construída no início do século XX, essa mansão é imensa e no mínimo curiosa na sua arquitetura e decoração. Hearst era um homem muito rico e com gostos extravagantes e até certo ponto bregas, por isso saiu comprando todo e qualquer tipo de arte do mundo e misturando tudo. O gosto das combinações é bem duvidoso, mas tudo é tão grandioso e luxuoso, que vale a visita. Alguns dos pontos mais extravagantes são a piscina grega externa, ou Neptune Pool, e a piscina coberta, que tem uma parte da decoração em ouro. Ele tinha grande influência na época e sempre convidava personalidades famosas para se hospedar na mansão, inclusive muitos artistas de Hollywood. Todos cobiçavam um convite e a oportunidade de se sentar a mesa com Hearst. Segundo o guia, os convidados mais recentes se sentavam mais próximos de Hearst, enquanto os mais antigos iam sendo deslocados para as pontas. Dessa forma, quando o convidado chegava na ponta mesa, ele sabia que tinha chegado a hora de ir embora. Era uma forma educada de expulsar os convidados! 🙂

Para visitar o Hearst Castle você deve estacionar o carro na base da montanha ao lado do Visitor Center e comprar o bilhete para uma das opções de visita guiada. Na hora marcada, eles te levam de ônibus até a mansão. Vi no site que agora também existe a opção de uma visita sem guia, o que não existia na minha época. Apesar de tudo, gostei do passeio e recomendo, mas é um caso de amor e ódio.

Pacific Coast Highway US1

Hearst Castle

Pacific Coast Highway US1

Piscina Netuno

Pacific Coast Highway US1

Piscina coberta

Pacific Coast Highway US1

Biblioteca

Pacific Coast Highway US1

Sala de jantar


Voltando para a estrada, vá até San Luis Obispo (F) (mais 67,5 Km) e depois siga pela US101 até Solvang (G) (mais 106 Km), uma cidadezinha dinamarquesa linda no meio da Califórnia. Ela não fica na US101 propriamente dita, mas sim na CA-246, que corta a primeira na altura de Buelton. São 6 Km de desvio que valem muito a pena! A cidade foi criada por imigrantes dinamarqueses e toda a sua arquitetura é típica. As casas e lojas são lindas e você se sente realmente na própria Dinamarca, só que com a vantagem do calor da Califórnia. Tudo é muito limpo e as lojas vendem diversas peças tipicamente dinamarquesas. Recomendo passar pelo menos uma manhã ou tarde aproveitando o clima gostoso dessa cidade, que para mim é a mais bonita desse passeio.

Pacific Coast Highway US1

Solvang

Pacific Coast Highway US1

Solvang

Pacific Coast Highway US1

Solvang

Pacific Coast Highway US1

Solvang

Pacific Coast Highway US1

Solvang

Pacific Coast Highway US1

Solvang


Se você for fazer essa viagem em 3 dias, uma das opções é dormir em Solvang mesmo ou seguir viagem até a próxima parada: Santa Barbara (H) (53,5 Km de distância). Ela é uma das maiores cidades desse trecho. Vale a pena passear pelo centro de Santa Barbara e também conhecer sua praia.

Pacific Coast Highway US1

Santa Barbara

Pacific Coast Highway US1

Santa Barbara

Pacific Coast Highway US1

Praia de Santa Barbara


Para terminar a viagem, siga mais 160 Km até Los Angeles (J). Na cidade de Oxnard (I), a 60 Km de Santa Barbara, a US101 e US1 se dividem novamente, portanto fique atento para entrar na US1 e seguir pelo litoral, passando assim por Malibu e Santa Monica até a chegada a Los Angeles. Assim você conhece as famosas praias dos seriados americanos e pode inclusive se hospedar em Santa Monica, que é bem mais interessante que o centro de Los Angeles e uma boa base para conhecer a cidade. Em Santa Monica, não deixe de conhecer o seu píer e também a Third Street Promenade, que é uma rua de pedestres bem bacana com diversas opções de lojas e restaurantes. A noite ela fica toda iluminada e é uma ótima pedida para o jantar.

Pacific Coast Highway US1

Santa Monica Píer

Pacific Coast Highway US1

Third Street Promenade

Pacific Coast Highway US1

Third Street Promenade


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Publicado por em Abril 14, 2010 em Califórnia, EUA

 

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Chicago

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Chicago é uma cidade que eu não visito há muito tempo e provavelmente já estou desatualizado, mas mesmo assim vou passar algumas dicas aqui, pois é um local com pouca informação na imprensa especializada e qualquer informação é sempre útil. Infelizmente minhas fotos são todas da época pré-digital, portanto vou ter que ilustrar esse post com fotos “emprestadas” da internet. 🙂

Chicago é uma das grandes metrópoles dos EUA (3ª maior, só perdendo para NY e Los Angeles) e como em qualquer cidade grande, tem uma área mais recomendada para os turistas em geral e outras regiões perigosas que não devem ser frequentadas. O centro da cidade é local ideal para os passeios e tem bastante atrações para conhecer. A cidade tem um clima litorâneo bem gostoso e tudo é muito moderno e limpo. Litorâneo? Chicago não fica no meio dos EUA? É isso mesmo, só que ela é colada no Lago Michigan, um dos 5 lagos que compõem os grandes lagos entre os EUA e Canadá e que formam a maior porção de água doce do mundo, com uma área de 246 mil km²! Ele é tão grande que você não vê o outro lado e jura que está diante do mar no litoral. A cidade se aproveita dessa proximidade com o lago e tem vias costeiras (Lake Shore Drive), ciclovias a beira mar (ou seria melhor beira lago?!) e até algumas praias.

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Praia de Chicago


O problema é que praia só no verão mesmo, pois a cidade é muito fria quase o ano todo, já que se encontra bem no norte dos EUA. Esse é um problema sério para o turista em geral e só recomendo visitar a cidade de meados de maio até setembro, quando o clima fica mais agradável e faz até um calorzinho bom. Se não bastasse o frio, a cidade ainda é famosa pelo seu vento, chegando a ser apelidada pelos americanos de “Windy City”. Já imaginou esse ventinho no inverno congelante? 🙂

Bem, mas não deixe que o frio de te desanime, pois a cidade é bonita e vale o passeio. Veja abaixo no mapa os principais pontos turísticos da cidade:


A principal avenida da cidade é a Michigan Avenue, que é recheada de prédios modernos, parques e várias lojas de departamentos, como Nike, Gap, Banana Republic, etc.. Dá para comprar muita coisa barata por aqui!

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Michigan Avenue

michigan avenue

Michigan Avenue


A arquitetura moderna dos prédios da cidade é realmente impressionante e você não se cansa de olhar para o alto. Chicago inclusive é considerada uma das referências da arquitetura americana e uma das primeiras a ter arranha-céus. Um dos motivos para isso foi o grande incêndio de 1871, que destruiu grande parte da cidade, obrigando-a a ser reconstruída.

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Prédios ao longo do Chicago River


Uma das melhores opções para se observar essa toda essa arquitetura e também o skyline da cidade, é fazendo um dos passeios de barco pelo Rio Chicago River e Lago Michigan. Você pode pegar o barco no encontro da Michigan Avenue com o rio, onde também existe uma ponte suspensa bem interessante, que uma vez ou outra levanta para a passagem de barcos maiores. É uma atração diferente, já que não é comum uma ponte suspensa bem no meio do centro financeiro de uma grande cidade. Descendo as escadas até o rio, você encontra os barcos e as cabines que vendem os ingressos. Na minha época o passeio durava em torno de 1 hora e você entrava rio adentro pela cidade para observar os principais prédios e depois voltava até o lago, onde dava uma volta para observar o skyline. Tudo com comentários do guia. No entorno do rio é onde estão realmente os prédios mais bonitos e diferentes. Os mais famosos são o do Chicago Tribune, NBC e da Bolsa Mercantil de Chicago.

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Chicago River

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Ponte suspensa sobre o Chicago River

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Passeio de barco

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Chicago Skyline (vista do passeio de barco)


Uma coisa que impressiona é a cor da água do rio Chicago, que de tão verde parece até artificial. Eu ouvi falar que eles jogam uns produtos químicos para ficar dessa cor, mas não sei se é verdade.

Depois que fizer o passeio de barco não deixe de visitar o Navy Pier, que é um píer bem bonito e gostoso de se caminhar, com diversos restaurantes e uma roda gigante. O píer é um dos cartões postais da cidade e vale a visita!

Chicago-Skyline

Navy Pier

navy pier

Navy Pier

navy pier

Navy Pier


Voltando para o centro você ainda pode subir nos 2 maiores prédios da cidade para vistas bem interessantes. O Sears Towers, que é o mais alto e famoso, chegou a ser o edifício mais alto do mundo durante um período, sendo ainda hoje o maior prédio dos EUA. Outro edifício famoso é o John Hancock., que fica na Michigan Avenue. Acho que não vale a pena subir nos 2 edifícios, bastando escolher um que mais lhe agrade. Apesar da maior fama do primeiro, eu escolhi o Jonh Hancock, pois ele fica mais próximo do lago e eu acreditava que sua localização proporcionaria uma vista melhor, apesar de ser mais baixo que o outro. Não conheço a vista do Sears Towers, mas a do John Hancock é linda e valeu muito a subida, atendendo plenamento as minhas expectativas. Como eu já esperava, lá de cima você consegue ver toda a parte costeira da cidade e também alguns parques, além é claro da vantagem de poder ver também o Sears Towers. Outra vantagem do John Hancock é que no penúltimo andar existe um bar onde você pode ficar sentado ao lado das janelas de vidro, que vão até o chão, e ficar curtindo a paisagem. As bebidas são caras, mas recomendo pedir pelo menos uma cervejinha só para poder curtir um pouco o clima.

John Hancock Center

Edifício John Hancock

John Hancock Center

Vista do John Hancock

John Hancock Center Bar

Bar do John Hancock

Sears Towers

Sears Tower


Bem próximo ao John Hancock, não deixe de ver o Water Tower Place, um dos únicos prédios do centro que escapou ao grande incêndio de 1871.

Water Tower

Water Tower


Seguindo pela parte sul da Michigan Avenue (depois do Chicago River) você se depara com diversas outras atrações, como o famoso Millennium Park . Além do parque em si, o que mais atrai a atenção aqui são as grandes obras de arte da arquitetura que foram desenhadas exclusivamente para esse parque e que o tornam diferente de qualquer outro parque no mundo. Não tem como você não se encantar com essas esculturas totalmente inusitadas. Não deixe de observar o Jay Pritzker Pavillion, o The Crown Fountain e a Cloud Gate, que reflete o skyline da cidade.

millenium park

Millennium Park

Jay Pritzker Pavillion

Jay Pritzker Pavillion

Cloud Gate

Cloud Gate

The Crown Fountain

The Crown Fountain


Para quem goste de artes e museu, ao lado do Millennium Park fica o Art Institute of Chicago, também bastante interessante.

Art Institute

Art Institute


Seguindo um pouco mais adiante, fica o Grant Park, que é a continuação do Millennium Park, só que bem maior e não tão badalado.

Grant Park

Grant Park


Ao final desse parque, na altura da Roosevelt Road em direção ao lago, estão 3 atrações bastante interessantes para adultos e crianças. A primeira delas é o Field Museum, um museu de história natural muito bonito e bem similar a tantos outros nos EUA.

Field Museum

Field Museum

Field Museum

Field Museum


Mais adiante está o Shedd Aquarium, que além da ótima estrutura e show de golfinhos, ainda fica coladinho no Lago Michigan e possui uma vista espetacular da cidade. Vale a pena conferir, mesmo que você não esteja com vontade de entrar no aquário.

Golfinhos do Shedd Aquarium

Golfinhos do Shedd Aquarium

Shedd Aquarium

Shedd Aquarium e a vista da cidade


Por último, aqui também se encontra o Aldler Planetarium, mas que é uma atração recomendada somente para quem está com crianças.

Adler Planetarium

Adler Planetarium


Para quem gosta de parques e zoológico, não deixe de conhecer do outro lado da cidade, próximo a praia, o Lincoln Park, outro parque muito bonito, que conta com um lago com pedalinhos e também o zoológico da cidade.

Lincoln Park

Lincoln Park

Lincoln Park

Lincoln Park


Os fãs de esporte não podem deixar de assistir um jogo do famoso time de basquete Chicago Bulls do lendário ex-jogador Michael Jordan. A temporada da NBA vai de outubro a maio. Se você achar o ingresso caro, não deixe de pelo menos assistir a um jogo em um dos vários bares da cidade com telões. Eles são fanáticos pelo jogo, assim como nós somos pelo futebol, e é bem divertido acompanhar a torcida nos bares, principalmente em jogos decisivos. Eu estive lá da última vez em que o time foi campeão e a cidade parou com a festa de comemoração!

Agora, se não bastassem todas essas atrações, Chicago ainda é conhecida mundialmente como a terra do Blues e existem centenas de bares típicos espalhados pela cidade. Eu adoro o ritmo do Blues e posso dizer que é bem legal sentir o clima desses bares. A gente se sente parte daquelas cenas que só vemos em filmes. Um dos mais famosos e que mais gosto é o Buddy Guy´s Lengends, que fica na 754 South Wabash Avenue. O bar é uma homenagem ao lendário músico Buddy Guy e está sempre lotado. O bar em si é bem pequeno e despojado e por fora não tem um aspecto muito bom, mas bar tradicional de Blues é assim mesmo, sem nenhum luxo. O mais importante é a música de qualidade e uma cervejinha gelada.

Buddy Guys Legends

Buddy Guy's Legends


No próximo post, e último dessa série americana antes das minhas férias, estarei falando um pouquinho sobre a Pacific Coast Highway (US1) na Califórnia. Depois da pausa para a minha viagem, essa série será complementada com as dicas da Disneyworld.

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Publicado por em Abril 2, 2010 em Chicago, EUA

 

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Washington D.C.

Washington

Washington é uma cidade diferente e que encanta pela grandiosidade e importância de suas construções e também pela enorme variedade de museus. A cidade é toda muito bem cuidada e extremamente bonita, principalmente na primavera, quando as cerejeiras dão um tom encantador a cidade. Não tem como você não se identificar com as diversas paisagens tantas vezes vistas nos filmes hollywoodianos e noticiários internacionais. Infelizmente Washington ainda é pouca visitada pelos turistas brasileiros, que não sabem o que estão perdendo. Muitos pensam que a cidade é sem graça e apenas um símbolo do governo norte-americano, mas ela tem muito mais a oferecer a quem se aventura a conhecê-la. Principalmente agora que a cidade está na moda depois do livro “O Símbolo Perdido” de Dan Brown.

Eu sou suspeito para falar dessa cidade, que foi a minha casa durante uma parte da minha infância. Tenho boas lembranças da cidade, mas que infelizmente vão minguando com o tempo. É estranho, pois ao mesmo tempo em que conheço a cidade muito bem, também não a conheço quase nada. Felizmente tive a oportunidade de revisitá-la durante algumas horas de uma viagem a trabalho, o que me trouxe boas recordações e algumas dicas para passar aqui no blog. Gostaria de ter tido mais tempo, mas infelizmente nem tudo é perfeito.

Bem, chega de falar da minha vida e vamos logo ao que interessa! Chegar na cidade pelos aeroportos é fácil, pois do aeroporto internacional (Dulles) existem ônibus que te levam até a estação de metrô mais próximo e o melhor de tudo é que eles seguem por pistas exclusivas, evitando o trânsito dos carros. Já no National Airport, existe uma estação de metrô que te leva diretamente ao centro. Aliás, o metrô é bastante extenso e com diversas linhas, percorrendo toda a cidade, não sendo necessário outro tipo de transporte (Veja o mapa aqui). No entanto, tome cuidado com a tarifa, pois ela é variável de acordo com a estação de destino. O sistema é bem confuso e para cada estação o preço é diferente, portanto você sempre deve informar o seu destino antes de comprar o bilhete. Para evitar essa confusão toda, o melhor é comprar logo o passe diário ($8,30) ou semanal ($40,50), que podem ser consultados e comprados online aqui. A única restrição é que o passe diário só pode ser usado depois das 9:30hs nos dias de semana, evitando assim a hora do rush.

A principal artéria turística da cidade não é grande e dá para se conhecer através de uma bela caminhada.

Washington

Sugiro começar o passeio pelo lado oeste, onde se encontra o Memorial Lincoln, que é uma homenagem ao famoso presidente americano Abraham Lincoln, que entrou para a história por ter sido o presidente durante a Guerra da Secessão que manteve a unidade do país e também pelo seu brutal assassinato em 1865, quando ainda era presidente. O monumento é grandioso, como quase tudo em Washington, e muito bonito.

Washington

Memorial Lincoln

Washington

Memorial Lincoln


Ao lado do memorial está o belo espelho d´água, palco de um dos mais famosos discursos da história de Martin Luther King: “I have a dream”, e de tantos filmes, como “A Firma”, “Forrest Gump” e “Milk”.

Washington

Espelo d´água e Memorial Washington


Do lado norte do espelho d´água se encontra um memorial em homenagem aos mortos da Guerra do Vietnã, um dos maiores fracassos da história dos EUA. O memorial é composto por várias paredes de mármore negro com as inscrições dos nomes de todos os militares mortos em combate. É triste e emocionante acompanhar várias famílias procurando os nomes de seus entes queridos e ainda chorando até hoje. Do lado sul fica um memorial semelhante, só que em homenagem a Guerra da Coréia.

Atravessando todo o espelho d´água, chega-se ao Monumento de Washington, em homenagem ao primeiro presidente americano George Washington. O monumento é na verdade um obelisco de 170 metros de altura no meio de uma praça com diversas bandeiras dos EUA ao seu redor. É possível subir de elevador até o seu topo e ter uma bela vista da cidade. O bom é que o ingresso é gratuito, mas em compensação acabam rápido. A bilheteria abre as 8:30hs, portanto é bom chegar cedo se você quiser subir.

Washington

Memorial Washington

Washington

Vista do Memorial Washington (foto: http://www.american-architecture.info)


Ao norte desse monumento, atravessando a Constitution Avenue, fica uma praça circular chamada de The Ellipse, e no final dela fica a Casa Branca, sede do governo do EUA. Infelizmente, por motivos de segurança, só é possível visualizá-la através de uma grade a uma certa distância, mas já é possível perceber que ela é bem menor do que achamos. Na televisão ela parece uma enormidade, mas ao vivo não é tão grande assim. Eu diria que é uma sensação similar a quando vemos a “Mona Lisa” no Louvre. Antigamente era possível visitá-la por dentro através de passeios super concorridos e exclusivos, mas hoje não mais. Felizmente tive a sorte de conhecê-la através de um passeio escolar organizado pelo meu colégio na época.

Washington

Casa Branca


Voltando ao Memorial Washington e caminhando para o sul, você pode observar o belo lago Tidal Basin e visitar o Memorial Jefferson, em homenagem a outro presidente americano, Tomas Jefferson. Como vocês podem perceber, os americanos adoram homenagear seus presidentes!

Washington

Memorial Jefferson (foto: http://thebruceblog.wordpress.com)


Voltando mais uma vez ao Monumento de Washington e caminhando em direção a leste você entra em uma das partes mais interessantes da cidade, também conhecida como The National Mall, ou simplesmente The Mall. Não, não é um shopping como o nome sugere, mas um corredor gramado a céu aberto com a largura de 3 quarteirões e com a vista do Capitólio ao fundo, onde é muito agradável caminhar e observar as famílias se divertindo como se estivesse em um parque. Além do clima gostoso, ao redor The Mall ficam todos os principais museus da cidade, pertencentes ao Instituto Smithsonian, e o melhor é que todos são gratuitos.

Washington

The Mall


Se você não gosta muito de museus, garanto que você vai mudar de idéia depois de Washington. Existe uma enorme variedade de assuntos para todos os gostos, sendo a maioria dos museus muito bonitos, modernos e interativos. Só o Smithsonian abriga 15 museus. Vou falar aqui só dos 2 que mais gosto, mas só para vocês terem uma idéia, existe até museu de espionagem, da imprensa e de postais. A sede do instituto fica no belíssimo Smithsonian Castle, bem no início do The Mall, onde fica também o centro de informações.

Washington

Smithsonian Castle (foto: http://www.visitingdc.com)


O museu que agrada tanto adultos, quanto crianças, é o Museu de História Natural (National History Museum), que possui réplicas de dinossauros e dos mais diversos animais do planeta, assim como diversos minerais e vegetais. Tem até uma estátua original da Ilha de Páscoa e as crianças normalmente se amarram nesse museu!

Washington

Museu de História Natural

Washington

Museu de História Natural


No entanto, para mim o melhor museu da cidade é sem dúvida o Museu Aero Espacial (Air and Space Museum), que conta com diversos aviões originais e vários artefatos e naves da Nasa, inclusive foguetes espaciais e cápsulas para pouso na lua. Todos são reais e você ainda pode entrar em alguns e conhecer como é a vida apertada dos astronautas nessas naves. É tudo muito interessante, inclusive detalhes como a comida que eles comem no espaço e as roupas espaciais. Para completar esse passeio, o museu ainda conta com um imenso cinema 3D IMAX que passa durante o dia alguns filmes interessantes. Eu resolvi assistir o filme que mostra a chegada e caminhada do homem na lua, narrado pelo Tom Hanks. É realmente sensacional e você se sente como se realmente estivesse na lua.

Washington

Museu Aero Espacial

Washington

Museu Aero Espacial


Para encerrar o passeio pelo The Mall, ao fundo se encontra o Capitólio, outro prédio famoso que abriga o congresso americano (deputados e senadores). Ele pode ser visitado por dentro e vale muito a pena, pois é muito bonito. Aqui também você tem que chegar cedo para não correr o risco de não entrar.

Washington

Capitolio (foto: travel.webshots.com)


Saindo um pouco a leste desse corredor central da cidade, cruzando a ponte sobre o rio Potomac, se encontra o Cemitério de Arlington, onde estão enterrados algumas personalidades famosas da história americana. O túmulo mais famoso é do presidente John Kennedy, assassinado em 1963. Eu não sou muito chegado em cemitérios, mas esse é bem bonito e não tem aquele clima fúnebre tradicional, lembrando mais um parque muito bem conservado.

Washington

Cemitério de Arlington (foto: http://www.calhounchronicle.com)


Outras atrações no centro são a Union Station (1 Massachusetts Avenue Northeast), uma estação central de trem e metrô com uma arquitetura muito bonita e com diversas lojas e restaurantes, a Biblioteca do Congresso e seu majestoso Jefferson Building, o prédio do FBI (935 Pennsylvania Ave) e o Verizon Center (601 F Street Northwest), onde são realizados os jogos de basquete e hóquei do Washington Wizards e Washington Capitals, respectivamente. Para quem gosta de esporte, também é possível assistir a jogos de futebol americano do Washington Redskins no estádio FedEx Field.

Union Station (foto: http://www.historictours.com)

Washington

Library of Congress (foto: http://www.nikonians.org)


Para quem está com crianças, ou curte animais, não deixe de visitar o National Zoo, que é um zoológico muito limpo e organizado e um dos poucos do mundo que possuem um Urso Panda. Ele fica próximo a estação de metrô Woodley Park-Zoo / Adams Morgan. Como faz parte do Instituto Smithsonian, a entrada também é gratuita!

Washington

National Zoo (foto: http://www.city-data.com)


Para terminar seus dias de passeio, eu sugiro dar uma voltinha pelo badalado e gostoso bairro de Georgetown, que possui uma vida noturna bem agitada. Se você tiver interesse, ali também é possível visitar a Georgetown University.

Espero que vocês tenham gostado de Washington e se empolguem em visitá-la. No próximo post eu continuo a saga norte-americana, contando um pouquinho sobre outra grande cidade: Chicago.

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Publicado por em Março 24, 2010 em EUA, Washington

 

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